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Campanha arrancou em Mona Quimbundo

Adão Diogo| Saurimo

A campanha de vacinação animal, para imunizar caprinos, ovinos, bovinos e bichos de estimação, arrancou no sábado na fazenda agropecuária da Madeira, localizada a 14 quilómetros da sede comunal de Mona Quimbundo, província da Lunda-Sul.

A campanha com o fim previsto para quarta-feira da próxima semana além de bovinos e caprinos abrange animais de estimação
Fotografia: Jornal de Angola

Com o fim previsto para o dia 22 deste mês, a nona campanha de vacinação animal contra a peripneumonia e dermatite contagiosa, carbúnculo hemático-sintomático e peste em pequenos ruminantes vai abranger 4.500 cabeças de gado bovino, 28 mil caprinos e ovinos e mil animais de estimação.
Durante a cerimónia de abertura, o director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pesca, Elias Zeca, realçou o empenho do Governo para garantir a segurança alimentar, assim como no aumento da quantidade e qualidade de produtos destinados ao consumo da população.
O quadro zoo sanitário a nível da província é positivo, tendo em conta a regularidade na realização de campanhas de imunização nos últimos nove anos, apesar dos 16 casos de dermatofilose registados, considerou o chefe de departamento de Pecuária, António Chiteca.
Em relação à campanha, o médico veterinário mostrou-se optimista, tendo em conta as condições técnicas e logísticas criadas para as equipas de vacinação.
O proprietário da fazenda Madeira, João Luís Joné, referiu que aquele projecto agro-pecuário ocupa uma área de mil hectares, dominados por extensas plantações de mandioca, frutícolas e currais, onde bovinos, suínos e caprinos dispõem de áreas verdes para a pastagem e fácil acesso à água para   abeberamento e rega de culturas.
Além da cultura da mandioca, que marcou a fase de arranque do projecto há 22 anos, o agricultor salientou que se diversificou a produção, apostando na criação de bovinos, caprinos, suínos e aves.
Luís Joné disse que a confiança conquistada no mercado local o incentivou a investir no cultivo de hortaliças, fruta e aquicultura, sendo o principal comprador de  produtos de associações, cooperativas e camponeses individuais da comuna, que enfrentem dificuldades de acesso ao mercado.

Atribuição de crédito


O administrador de Mona Quimbundo, António Jaime Ifindefinde, referiu que a campanha de vacinação vai servir de incentivo para que se quebre a resistência demonstrada por alguns criadores.
O administrador pediu às estruturas competentes para melhorarem as estratégias de atribuição de crédito, uma vez que inúmeras pessoas não investem no campo para adquirem viaturas para passeio.

Produção de estacas


Mona Quimbundo possui um centro de experimentação agro-pecuário, onde o Governo, em parceria com a Sociedade Mineira de Catoca, gizou, há cerca de dois a­nos, o programa de multiplicação de estacas de produção precoce da mandioca, em 54 hectares. Naquele espaço, onde há igualmente dez hectares de banana e quatro de batata-doce, registaram-se alguns prejuízos pelas poucas chuvas no decurso do ano passado.
O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pesca, Elias Zeca, sublinha que a disseminação de estacas, para reprodução em todos os municípios, representa o principal impulso que o programa já deu, na perspectiva de compensar os esforços dos camponeses.
A mandioca e a batata-doce são as culturas de eleição a nível daquele espaço de produção, cujo cultivo garante a fartura no mercado da região. A produção de arroz em larga escala figura entre os grandes desafios traçados pelo Governo, para repor a região nos patamares do tempo colonial.
Elias Zeca disse que a recolha de amostras de solos nas zonas seleccionadas para a análise e a disponibilidade de variedades de sementes, cujo cultivo carece de ensaios para comprovar a sua capacidade de adaptabilidade e comportamento durante o ciclo vegetativo, são as tarefas em curso.
A introdução de alevinos em tanques de reprodução, criados nas redondezas do centro de ensaios de Mona Quimbundo, marca a ­fase embrionária do incremento do programa de aquicultura, um projecto que está a ser supervisionado por técnicos zambianos com larga experiência na matéria.
A atenção dos especialistas e responsáveis do sector redobra nesta etapa de reprodução, no sentido de permitir a avaliação de resultados, face aos investimentos feitos e à expansão para outras localidades.
Para o agrónomo, a pesca continental, que tem recebido apoios, com a disponibilização de embarcações a remo e motorizadas às associações, fracassou por dificuldades de reposição de artefactos, como redes, anzóis e outro material solicitado pelos pescadores.

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