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Carne de caça no mercado apreendida em Saurimo

Camuanga Júlia | Saurimo

O Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), em parceria com a Polícia Económica, na província da Lunda-Sul, apreendeu, terça-feira, dez animais selvagens abatidos, que estavam expostos para serem comercializados nos mercados periféricos da cidade de Saurimo, por quitandeiras, que habitualmente os adquirem de caçadores furtivos.

O Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), em parceria com a Polícia Económica, na província da Lunda-Sul, apreendeu, terça-feira, dez animais selvagens abatidos, que estavam expostos para serem comercializados nos mercados periféricos da cidade de Saurimo, por quitandeiras, que habitualmente os adquirem de caçadores furtivos.
A medida visa combater a caça ilegal e a comercialização de carne imprópria para o consumo e de animais em vias de extinção, segundo o chefe de departamento do IDF, Afonso Maquecha.
“Pretendemos desencorajar os que pretendem dizimar a fauna para enriquecer, à margem da Lei”, disse o responsável do IDF, acrescentando que “sempre que necessário faremos este tipo de trabalho, no sentido de evitarmos a perca definitiva de animais na nossa província”.
Augusta Noémia, a contas com a Justiça, disse estar consciente que a venda de carne de caça é ilegal. “Faço este trabalho para ajudar a resolver os problemas de casa. Compro os animais de pessoas que caçam”, disse.
A caça e a pesca são actividades tradicionais na vida do povo Cokwe. As implicações trazidas por lei para estabilizar o equilíbrio ambiental é um desafio delicado, sob responsabilidades das autoridades afins, por suposta incompreensão entre a necessidade de caça para garantir a carne, como suporte na dieta alimentar, e a ambição pelo lucro fácil, segundo Afonso Maquecha.

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