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Chiluage troca as casas de pau-a-pique por habitações de construção definitiva

kamuanga JÚLIA | Chiluage

Sinais visíveis de progresso são actualmente notáveis na sede comunal do Chiluage, cerca de 200 quilómetros a leste de Saurimo, na província da Lunda-Sul, com o surgimento de novas infra-estruturas sociais, nos últimos seis anos, constatou o Jornal de Angola.

Casas de pau-a-pique e cobertas com capim estão a dar lugar a várias habitações de construção definitiva e edifícios modernos para diversos serviços, como escolas, centros de saúde e outros que são essenciais. A população acompanha e aplaude o programa de reconstrução da comuna. É o caso de Maria Kapemba, vendedora no mercado informal, que regressou há dez anos da República Democrática do Congo.
A comerciante disse que o Chiluage, hoje, já não é um lugar sem esperança, mas com todas as condições para se desenvolver. Daí ter apelado aos empresários a investirem na localidade, particularmente rica em solos férteis para a prática da agricultura e recursos hídricos que permitem a piscicultura.
“Chegou a hora de os empresários deixarem os centros urbanos e virem investir no Chiluage, onde há muitas oportunidades de negócios”, sublinhou Maria Kapemba.A estrada que liga as comunas do Muriege e Chiluage está em reabilitação, abrindo boas perspectivas para a circulação de pessoas e o escoamento de produtos agrícolas, actualmente comercializados em pequenas barracas montadas na vila.Além da reabilitação da estrada, estão em construção três escolas com seis salas de aulas, cada uma com capacidade para receber mais de 500 alunos do ensino primário ao secundário, assim como 12 casas geminadas para professores e enfermeiros, disse o administrador comunal do Chiluage, Pedro Txizeneva.
O administrador comunal apontou ainda a construção de casas para os regedores nas localidades de Kabo Katanda, Tambwe e no Dala-Chiluage.
Na actualidade, estão em funcionamento cinco escolas de seis salas de aulas para 4.295 alunos do ensino primário, para os quais estão disponíveis 22 professores.“Precisamos de pelo menos mais 25 professores para satisfazermos a procura que registamos actualmente”, sublinhou Pedro Txizeneva.
Na comuna, estão disponíveis um centro de saúde e quatro postos, mas o administrador lamenta a falta de um laboratório para análises, numa área muito assolada pela malária e doenças diarreicas. O responsável disse que o número de enfermeiros e médicos é insuficiente para atender uma população estimada em mais de 11 mil habitantes.
A sede comunal está há quatro meses privada de água potável, com a avaria da motobomba que garante o abastecimento de vários chafarizes, a partir de um reservatório de 50 mil litros, o que leva a população a percorrer diariamente cerca de dois quilómetros até ao rio Kaijila.








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