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Cidade de Saurimo tem mais iluminação

João Salvo| Saurimo

A cidade de Saurimo, capital da Lunda Sul, vai dispor de mais energia eléctrica, a partir do próximo ano, com a entrada em funcionamento de duas novas centrais fotovoltaicas, com capacidades de 6,6 e de 20 megawatts, anunciou ontem o director provincial da Energia e Águas.

Expansão da rede de iluminação pública abrange além dos vários perímetros da cidade de Saurimo os bairros Nhama e Terra Nova
Fotografia: Edições Novembro

Tito Júnior Cassongo, que apresentava o balanço das actividades desenvolvidas pelo sector ao Governo e aos administradores municipais, avançou que os dois empreendimentos vão ser construídas nas localidades do Luari e de Tchahungo, nos arredores da cidade de Saurimo.
“Dos quatro municípios da província da Lunda Sul, apenas Saurimo e Dala dispõem de energia eléctrica regular, enquanto Cacolo e Muconda são alimentados por grupos geradores, o que torna ineficiente, às vezes, o fornecimento do bem, devido ao défice de combustível”, disse Tito Cassongo que explicou que a cidade de Saurimo conta  com nove megawatts, dos quais quatro são produzidos a partir da Hidrochicapa e outros cinco provenientes da central térmica de Txicumina.
Em Saurimo, está  em curso a construção de linhas de transportes de média tensão e respectiva montagem dos postos de transformação de 630 KVA, nos bairros da Juventude e de Manauto, onde decorrem também os trabalhos de ligação domiciliar. O director provincial da Energia e Águas acrescentou que está em carteira a expansão de rede de iluminação pública a vários perímetros da cidade de Saurimo, com realce para os bairros Thicumnina, Candembe, Nhama, Terra Nova, via do aeroporto e em alguns estabelecimentos de ensino e postos policiais.
Para o município de Dala, que dista 160 quilómetros de Saurimo, o responsável referiu que a região vive, desde início deste mês, uma nova era, com a inauguração da central hidroeléctrica de Tchihumbwe, que produz 12,5 mega watts, mas que só um mega watt serve a localidade e um grupo de 300 famílias, numa primeira fase.

Actividade agrícola

O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas Elias Avelino Zeca sublinhou que se estima existir cerca de 115.500 pessoas que vivem da actividade agrícola a nível da Lunda Sul.
Durante o ano agrícola, disse que os  agricultores tomaram 49.700 unidades agrícolas familiares agregadas ou não em cooperativas e pequenos agricultores.Elias Zeca apontou que a campanha agrícola 2015-2016 foi apoiada com insumos provenientes do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) e do Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural (PEDR), com a comparticipação das administrações municipais e do Governo Provincial.
“Durante a campanha foram cultivados  mais de 67.607 hectares de terra com variados produtos, com maior destaque para a mandioca, com oito toneladas por hectares, além de outras quatro e meio de batata-doce, nove toneladas de hortícolas e dez toneladas de fruta”, disse Elias Zeca.
O responsável esclraeceu que, que explicou que, no quadro do protocolo assinado entre o Governo Provincial e a Sociedade Mineira de Catoca (SMC), está em curso a ampliação do campo de multiplicação de estacas de mandioca precoce, numa área de 50 hectares, e foi desmatada uma zona de dez hectares, na localidade de Peso Velho, destinada à associação de ex-militares.

Pescadores artesanais

“No domínio da pecuária, não existem dados exactos do número real do efectivo, mas avançou que a cooperativa Chizavo, afecta à Sociedade Mineira de Catoca é a mais representativa”, disse Sociedade Mineira de Catoca, para concluir. “Na área florestal,   foram produzidas em viveiro, localizado no bairro Txaungo, cerca de 12.800 mudas diversas. Já na piscicultura, o sector controla 20 grupos de pescadores artesanais, com um universo de 300 famílias”.

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