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Crédito de campanha no Libolo para os camponeses associados

Casimiro José| Sumbe

Um total de 265 camponeses seleccionados entre os filiados em 46 associações e cooperativas agrícolas, no município do Libolo, na província do Kwanza-Sul, vão receber crédito de campanha na temporada agrícola 2010/2011, através do Banco Sol, anunciou o chefe de secção da Agricultura, Rui Matos.

Camponeses têm sido apoiados com sementes e fertilizantes para aumentarem a produção
Fotografia: Jornal de Angola

Um total de 265 camponeses seleccionados entre os filiados em 46 associações e cooperativas agrícolas, no município do Libolo, na província do Kwanza-Sul, vão receber crédito de campanha na temporada agrícola 2010/2011, através do Banco Sol, anunciou o chefe de secção da Agricultura, Rui Matos.
Sem especificar qual o montante global, frisou que decorrem os transmites administrativos junto do banco, e que o processo só não anda mais depressa devido a problemas existentes entre a entidade credora e os beneficiários. Entre as dificuldades constatadas, apontou a burocracia como sendo aquilo que está a desencorajar os camponeses seleccionados.
O responsável da Agricultura no Libolo anunciou que para a época agrícola 2010/2011, vão ser preparados 5,8 hectares de terras aráveis e envolvidas 16.913 famílias de camponeses.

Fazendas funcionam a meio gás

Rui Matos disse ao Jornal de Angola que, por falta de apoios financeiros e capacidade de seus proprietários, das 297 fazendas cadastradas a nível do município do Libolo, estão em funcionamento 137, uma situação que considerou crítica, a julgar pelo papel que o sector empresarial privado joga na economia.
O responsável defende que seja implementado o princípio de concessão de parcelas de terras que, decorridos cinco anos sem a exploração do referido espaço, deve ser feito o trespasse aos interessados que reúnam condições materiais e financeiras.
“Há um princípio segundo o qual a terra pertence a quem a trabalha, mas o que verificámos nos últimos tempos é que muitas fazendas continuam paralisadas por falta de dinheiro e, com isso, prevalece a problemática do desemprego. Estamos a promover encontros para que se possa dar possibilidades aos outros ou então criarem-se parcerias”, disse.

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