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Defendida uma associação de empregadas domésticas

Flávia Massua | Saurimo

A secretária provincial da Lunda-Sul da UNTA - Confederação Sindical, Maria Segunda, defendeu na quinta-feira a constituição de uma associação de empregadas domésticas, para se criar um instrumento jurídico para a defesa dos seus direitos.

Representantes de sindicatos estiveram na abertura da jornada alusiva ao dia do trabalhador
Fotografia: Jornal de Angola

Na sessão de abertura da jornada alusiva ao 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, na Escola Superior Politécnica, a sindicalista considerou que “a nova era vivida no país requer o  envolvimento de toda a sociedade, para contribuir na elaboração de projectos e planos que permitam um enquadramento justo de todos os trabalhadores, independentemente da profissão que exercem”.  “Quem trabalha como empregada doméstica exerce uma profissão especial”, referiu a representante da maior organização sindical no país, cuja existência, há cerca de 53 anos, exige de todos uma reflexão profunda em torno do seu percurso, salientou.
Ao comentar o conteúdo expresso na alínea A, do artigo nono da Lei Geral de Trabalho (LGT), o director provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (APTSS), João Segunda Ungaji, considerou que o exercício remunerado da actividade doméstica, denominado nas convenções internacionais por “trabalho com contracto especial, por conta de outrem”, inscreve alguns direitos.
Uma dissertação exaustiva sobre o tema “Regulamentação do trabalho doméstico”, feita pelo titular da APTSS na província, marcou o ponto alto da actividade, que juntou 60 participantes, nas sua maioria representantes de sindicatos e mulheres que trabalham como empregadas domésticas.

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