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Ensino especial incentiva gosto pela docência

Flávia Massua | Saurimo

Oriana Xifaco e Eurico da Paixão frequentam a oitava classe do ensino especial nos arredores da cidade de Saurimo. A sua condição de mudos não lhes coarctou o sonho de serem professores, e desse modo contribuírem para o desenvolvimento do país.

Oriana Xifaco e Eurico da Paixão frequentam a oitava classe do ensino especial nos arredores da cidade de Saurimo. A sua condição de mudos não lhes coarctou o sonho de serem professores, e desse modo contribuírem para o desenvolvimento do país.
Segundo a directora da escola, Maria Madalena Mandanji, a assiduidade caracteriza a postura dos dois pré-finalistas, que integram um grupo de 900 alunos matriculados nas distintas classes, no estabelecimento criado há seis anos, nos arredores da cidade de Saurimo, tutelado pela Direcção Provincial da Educação.
Madalena Mandanji realçou a necessidade de acompanhamento especial a 400 alunos cegos, que desistiram “por correrem risco de atropelamento, reflexo da falta de transporte para os apoiar”. A directora defende a construção de mais escolas, para dar resposta à quantidade de alunos cuja deficiência ainda impede a integração no sistema de ensino especial.
Para esta vertente de formação, o sector da Educação apetrechou a única escola existente na província, com acervo didáctico adaptável ao ensino de pessoas cegas, mudas e com perturbações mentais, mas onde os demais alunos convivem de forma harmoniosa com os portadores de deficiência, evitando assim o sentimento de discriminação. A confirmação disso surgiu pela voz do estudante Teófilo Sebastião, ao referir que o estabelecimento de relações “incentivou a aprendizagem da linguagem gestual, para facilitar a comunicação”.

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