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Estrada que liga ao Luena foi "sequestrada" pelos buracos

Adão Diogo

A Estrada Nacional 180 entre Saurimo e Luena está “sequestrada pelos buracos” criados em 20 anos de abandono. Mas já foram “resgatados” mais de 100 quilómetros, que estão reabilitados e permitem uma circulação segura e sem sobressaltos.

Uma estrada danificada cujos trabalhos de reabilitação estão a decorrer desde o mês de Junho
Fotografia: Adão Diogo

A Estrada Nacional 180 entre Saurimo e Luena está “sequestrada pelos buracos” criados em 20 anos de abandono. Mas já foram “resgatados” mais de 100 quilómetros, que estão reabilitados e permitem uma circulação segura e sem sobressaltos. O problema está nos outros 160 quilómetros esburacados.
A colocação do asfalto em mais de 100 quilómetros da via entre Saurimo e Luena, trabalho realizado nos dois últimos meses, melhorou a circulação na região Leste do país. Os buracos que causavam avarias, acidentes e outros transtornos deram lugar a uma estrada com asfalto novo, sólido. É um estímulo à circulação e uma “provocação” aos automobilistas, amantes da alta velocidade.
Os utentes da estrada elogiam o trabalho efectuado mas pedem mais rapidez nas obras dos 160 quilómetros que ainda falta reabilitar. Todos querem a conclusão efectiva da obra antes do início das chuvas.
 Quem parte de Saurimo para Luena viaja confortavelmente numa estrada nova, num percurso de 70 quilómetros. Depois entrámos numa estrada terraplanada: “precisamos de terminar rapidamente os últimos 30 quilómetros antes que cheguem as chuvas” referiu o chefe da brigada das obras.
O resto do percurso está em mau estado, fruto de 30 anos sem manutenção.

Oportunidade de emprego

Gostoso João, 31 anos, integra a brigada de obras há dois meses. Ele e outros oito colegas limpam, diariamente, as areias acumuladas na faixa de rodagem, para facilitar a execução dos trabalhos. A estrada deu emprego a muita gente da região, sobretudo aos jovens.
 Os condutores saem do troço asfaltado e até Luena têm uma estrada farta de buracos, areia e pedras que retardam a viagem, exigem atenção constante e “paciência infinita”.
Mas ao chegar ao Dala, município da Lunda-Sul que faz fronteira com a província do Moxico, através do rio Cassai, cessam os solavancos e a poeira. Aparece um novo percurso de 20 quilómetros asfaltados. Dpois é o regresso aos buracos.
Pelo meio há um troço de dez quilómetros com asfalto carcomido até à vila de Camanongue. Depois surgem de novo as “crateras” até à cidade do Luena, capital do Moxico. São mais 50 quilómetros de sacrifícios.
Os automobilistas sonham com o dia em que a estrada vai ser totalmente resgatada dos buracos. As populações da Lunda-Sul e do Moxico esperam ansiosas pelo fim das obras.

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