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Famílias recebem donativos do Fundo de Apoio Social

Kamuanga Jília | Muconda e João Salvo | Saurimo

Pelo menos 200 famílias das localidades de Cassai-Sul, Muriege e sede municipal de Muconda, província da Lunda-Sul, receberam uma doação do Fundo de Apoio Social (FAS) e da União Europeia (UE) de sementes de hortícolas, instrumentos de trabalho diversos, geleiras, arcas frigoríficas, geradores de energia, chapas de zinco e cestas básicas alimentares.

Populares de vários municípios foram contemplados com cesta básica e utensílios diversos
Fotografia: Kamuanga Jília | Edições Novembro | Lunda Sul

A doação enquadra-se no Projecto Piloto de Inclusão Social Produtiva (PPISP), às comunidades, cuja finalidade é, essencialmente, incentivar o desenvolvimento de pequenos negócios no seio de famílias camponesas.
A representante do FAS na Lunda-Sul, Helena Faria, sublinhou que a doação, financiada pela União Europeia, tem como objectivo aumentar o rendimento das famílias, para melhorar as condições de vida nas comunidades, apelando aos beneficiários para “o uso racional” dos meios doados.
O governador provincial, Ernesto Kiteculo, que assistiu o acto, disse que os kits de trabalho doados vão ajudar a suprir muitas dificuldades às famílias camponesas. “Os populares beneficiados vão poder aumentar o cultivo nas suas fazendas com novos meios de trabalho, sementes e alimentos. Portanto, são acções que visam também combater a pobreza e criar condições para que estas famílias tenham auto-suficiência alimentar”, frisou”.
Ernesto Kiteculo reiterou, por outro lado, a disponibilidade do Governo Provincial de continuar a trabalhar pela melhoria do abastecimento de água e energia eléctrica, distribuição de medicamentos e expansão de estabelecimentos de ensino.
Por seu lado, as famílias contempladas, através de um porta-voz, pediram ao Fundo de Apoio Social e à União Europeia, que actos deste género sejam contínuos e abranjam outras comunidades vulneráveis. Ao Governo Provincial, as famílias solicitaram a atribuição de charruas para acelerar o cultivo.

Antigos combatentes

A vice-governadora da Lunda-Sul, para o sector Político, Económico e Social reiterou, em Saurimo, o desejo do governo local de trabalhar “para dignificar” a vida dos antigos combatentes e veteranos da pátria.
Ofélia Madalena Uqueve disse à imprensa local que apesar dos esforços gizados pelo governo para honrar os antigos combatentes  “ainda há muito por ser feito a seu favor”, destacando que os mesmos e os seus familiares merecem protecção, apoio ao ensino, com bolsas de estudos internas ou externas. “É um direito que lhes cabe e está plasmado na Lei 26/ 11 de 24 de Julho dos antigos combatentes”, sublinhou.
A governante lembrou que a Lei 26/11 visa proteger em regime especial os direitos económicos e sociais dos cidadãos que prestaram o contributo na Luta de Libertarão Nacional e na Defesa da Pátria, dando o melhor da sua vida pela causa nobre do povo angolano.
Destacou que o Executivo está a trabalhar no sentido de rever a Lei 3, que atribui uma série de direitos aos cidadãos que se encontram nesta condição, através da concessão de uma pensão de sangue condigna, inserção na vida e direito a habitação, transportes públicos entre outras, bens, a fim de contribuir para a melhoria das suas condições de vida.
Por seu turno, os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, fizeram sair um comunicado no qual destacam que, os seus feitos não devem ser ignorados pelo povo angolano, pois são o retrato das longas batalhas travadas para a garantia da paz e bem estar da população.
Por sua vez, o director provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Genito Zeca disse, igualmente à imprensa em Saurimo, “que a história dos antigos combatentes deve constar na literatura oficial para que a juventude saiba, com melhor propriedade, os detalhes da luta de libertação nacional e de outras guerras que ocorreram no país”.

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