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Governo combate caça ilegal na Lunda-Sul

Flávia Massua| Saurimo

A caça ilegal de animais para venda de carne diminuiu, nos últimos tempos, nos mercados de Saurimo, resultado do trabalho da sensibilização do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), disse, ao Jornal de Angola, o responsável por este organismo.

Medidas impostas pelo Governo desmotiva caçadores da comuna do Chiluange
Fotografia: JA

A caça ilegal de animais para venda de carne diminuiu, nos últimos tempos, nos mercados de Saurimo, resultado do trabalho da sensibilização do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), disse, ao Jornal de Angola, o responsável por este organismo.
A diminuição do abate, afirmou Afonso Maquecha, está a atenuar o risco de extinção de espécies na região e reflecte a assimilação da cultura ecológica por parte dos habitantes da Lunda-Sul.
"Em respeito à tradição na caça e hábitos alimentares, o Instituto de Desenvolvimento Florestal conta, neste exercício de manutenção do equilíbrio ecológico, com a parceria das autoridades tradicionais e da rádio para a transmissão da mensagem, na língua cokwe, para divulgar, entre os caçadores, os procedimentos para uma caça responsável e equilibrada", referiu.
A sensibilização decorre em simultâneo com a recolha, pela Polícia Nacional, de armas de caça, em posse ilegal de algumas pessoas. 

Caça e pesca

A caça e pesca são actividades sempre presentes na região, onde a floresta aberta alterna com vastas chanas. Na lista de espécies na Lunda-Sul abunda a cabra do mato que atrai caçadores furtivos que recorrem a armas de fogo, flechas e armadilhas. A acção dos caçadores permitiu, no passado, uma relativa abundância da carne de caça nos mercados de Saurimo, onde o quilo era vendido a 12 mil kwanzas.
Marta Ângela sobrevive, há cinco anos, da venda exclusiva de carne de caça no mercado no bairro Txizaínga, nos arredores de Saurimo. Antes, disse, adquiria com facilidade cinco ou mais animais junto dos caçadores da comuna do Chiluange, mas agora as restrições impostas pelo governo provocaram a escassez a de carne de caça  Actualmente vende apenas diariamente duas cabras do mato por dia, o suficiente para "sustentar a família".

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