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Interdita a circulação entre Saurimo e Dala

Adão Diogo

A inundação da passagem hidráulica sobre o rio Luachimo, na província da Lunda Sul, em virtude das fortes chuvas que se abateram nos últimos dias sobre a província da Lunda Sul, interrompeu a circulação rodoviária entre os municípios de Saurimo e de Dala, na Estrada Nacional 180. Em consequência das enxurradas a passagem hidráulica desmoronou-se.

Fotografia: DR


Maku Martins, 35 anos, é um automobilista que habitualmente utiliza esta via que liga Saurimo a Luanda, numa distância de mais de 1.000 quilómetros.
Camionista há vários anos, o interlocutor do nosso jornal justifica que teve de fazer uma paragem forçada nessa passagem alternativa, em direcção ao Luena, capital do Moxico, que constitui o seu ponto de destino.
Maku Martins lamenta, ainda, o desgaste da viagem devido à acentuada  degradação da via e da inesperada situação da subida do caudal do rio. “Por essa razão não posso honrar a entrega da mercadoria que transporto em  tempo devido ao cliente”, disse.
O director do Instituto Nacional de Estradas (INEA) na Lunda Sul garantiu a existência de equipamentos e técnicos capazes de realizarem um trabalho de recuperação urgente do referido troço.
 
Evacuação da água
Rafael Mutemeka revela que um conjunto de manilhas com diâmetro acima de 80 centímetros, estão a ser transportadas em 14 camiões com destino aos dois pontos de passagem das águas pluviais danificados por força das descargas das chuvas que caem de forma abundante na localidade.
O responsável do INEA reconhece os transtornos provocados ao trânsito e ressalta o esforço das equipas técnicas da instituição, assim como da empresa "GRINER", que trabalha para a normalização a breve trecho do troço, Saurimo e Dala.
Por essa razão, apela à serenidade dos utentes da via, especialmente camionistas, que na ânsia de reatarem a viagem  ignoraram o risco e forçam, em muitos casos, a passagem no meio da corrente de água.
 
Elevado sacrifício
A circulação na via Saurimo/Luachimo/ Dala, na estrada nacional 180, antes das inundações, decorria em condições de elevado sacrifício. Tudo devido à degradação acentuada dos três troços, numa extensão de aproximadamente 30  quilómetros.
De acordo com uma nota do INEA a que a Angop teve acesso, estão a ser tomadas as providências necessárias, que incluem a mobilização de meios humanos e técnicos, para a recuperação urgente da referida passagem hidráulica e a reabertura do troço.

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