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Luma-Kassai sabe conservar os seus bens

Flávia Massua | Luma-Kassai

O administrador da comuna de Luma-Kassai, Pedro Magililo, atribuiu mérito às comunidades que tutela, pela colaboração patente no uso racional de bens e serviços instalados na sede e arredores, no quadro da reconstrução, em curso por todo o país.

Pormenor do interior do centro de saúde na sede da vila de Luma-Kassai com pacientes a serem assistidos por um dos enfermeiros
Fotografia: Dombele Bernardo

O administrador da comuna de Luma-Kassai, Pedro Magililo, atribuiu mérito às comunidades que tutela, pela colaboração patente no uso racional de bens e serviços instalados na sede e arredores, no quadro da reconstrução, em curso por todo o país.
O sucesso do Programa de Investimentos Públicos PIP, resgata, aos poucos, a dignidade da população que mantém um cenário de ordem, higiene e paz. O visitante constata este sentimento ao entrar na vila, situada em zona plana, a menos de um quilómetro do rio Luma, um, dos que deu nome à comuna.
O processo de reunificação de aldeias impulsionou a construção de 14 escolas por toda circunscrição, para 280 alunos, matriculados da iniciação a sexta classes, orientados por 29 professores, dos 35 necessários.

 Reconstrução


 Da execução de um pacote de acções iniciadas em 2009, a vila ganhou um centro de saúde equipado com 10 camas para internamento de pacientes, laboratório, consultório e áreas afins. Criou condições para alojamento condigno do administrador, sua adjunta, casa geminada para o enfermeiro e professor, edifício para a administração, sistemas de água e energia eléctrica e outros serviços.    Os seus 3.200 habitantes, estimados na comuna que dista a 60 quilómetros a Sul da sede municipal do Dala, têm na agricultura uma fonte de sobrevivência. Cultivam, essencialmente a mandioca, batata-doce, ginguba e tirando proveito do potencial dos solos, apostam no domínio da fruticultura, a plantação de mangueiras, e em pequena escala, de citrinos.  Dos projectos elaborados pela administração, Magililo ressalta a inclusão de um estudo, no qual propõe a criação de uma unidade fabril de refrigerantes, antevendo sucessos a médio prazo, num projecto para relançar a produção de laranjas, limão e tangerina.
O regedor João Mwatxiânvwa reconhece melhorias trazidas pelas acções de desenvolvimento concebidas pelo governo, para as populações. “Temos escolas e hospitais. O povo trabalha e circula a vontade”, disse, confiante no desenvolvimento que desabrocha na comuna.
Os sinais de mudança estão à vista de toda gente, que aguarda pela reabilitação d­­­os mais de 60 quilómetros de estrada entre a sede comunal e municipal. Decorrem obras para a instalação da rede eléctrica para assegurar o fornecimento às periferias. Luma-Kassai reserva páginas importantes sobre o passado das migrações ocorridas no século XVI. Os Tchokwes e Minungos constituem o mosaico étnico que tornou o município em referência obrigatória, no contexto da província da Lunda-Sul.   

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