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Luz verde para a reabilitação de estradas

Adão Diogo | Saurimo

Os sectores da construção, transportes, educação e agricultura constam das prioridades definidas para a execução, a médio prazo, do Plano de Desenvolvimento da província da Lunda Sul, cujo orçamento ascende os 300 mil milhões de kwanzas, a­provado pelo Ministério do Planeamento e Desenvolvimento do Território.

Projecto de reabilitação de estradas secundárias e terciárias está entre as prioridades
Fotografia: José Soares

A governadora Cândida Narciso  ressaltou que o plano “foi bastante elogiado” pelas estruturas centrais e “dá luz verde” para o início dos trabalhos de asfaltagem de centenas de quilómetros de estradas secundárias e terciárias, para normalizar a circulação no interior dos municípios de Cacolo, Dala e Muconda.
O plano, referiu, integra também projectos ligados à expansão de sistemas para melhorar a oferta no abastecimento de água e energia às comunidades até 2017.
Cândida Narciso  considerou que o “alcance dos objectivos” resultou das contribuições recolhidas dos membros dos conselhos de auscultação e concertação social ao nível das comunas, municípios e da sede provincial.

Debate sobre escravatura


Estudantes do curso de História, da Escola Superior Politécnica de Saurimo, da Universidade Lueji A´Nkonde, concluíram ontem o debate sobre “Traduzibilidade da Escravatura”, no âmbito de uma palestra promovida por três delegações dos museus de Angola, Itália e Reino Unido.
Durante a palestra, dirigida a mais de 90 participantes, a prelectora Alessandra Ficarra, de nacionalidade italiana, considerou que actividades do género traduzem uma forma de preservar a “memória de identidade multicultural”, e ampliar a visão dos estudantes sobre as “várias formas de escravidão”.
O “Conceito da escravidão na Europa e África”, “O Rancor”, “A Vergonha” e “As Sequelas", foram os temas abordados, que na  visão da prelectora “representam motivos relevantes para interagir com profundidade com estudantes, a fim de retirar deles contribuições que facilitem as pesquisas a favor dos dois continentes”. Alessandra Ficarra elogiou a forma como os angolanos preservam a cultura e apelou aos estudantes locais de História e Sociologia  a visitarem os museus de Liverpool, para enriquecerem os seus conhecimentos e garantirem “teses com maior substância”, no fim do curso.
A docente universitária notou que os museus,  no passado tidos como “simples camarins de curiosidade provenientes de terras colonizadas”, como nos séculos anteriores, representam actualmente “agentes de mudanças para formar novas consciências públicas” e, de forma participativa, oferecer uma visão controversa.
* Com Flávia Massua

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