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Mais de 280 compatriotas regressam a Lunda-Sul

Camuanga Júlia eJoão Salvo| Saurimo

O processo de repatriamento voluntário de refugiados angolanos nas repúblicas do Congo Democrático e da Zâmbia, gizado pelo governo da Lunda-Sul desde Novembro do ano passado, permitiu o regresso de 287 pessoas representadas por 105 famílias.

Apesar de carregar o peso da idade o ancião Dinis Dova regressou da RDC para com a sua vasta família recomeçar a vida contando com o apoio do Governo angolano
Fotografia: João Salvo

O processo de repatriamento voluntário de refugiados angolanos nas repúblicas do Congo Democrático e da Zâmbia, gizado pelo governo da Lunda-Sul desde Novembro do ano passado, permitiu o regresso de 287 pessoas representadas por 105 famílias. A afirmação veio da directora provincial da Assistência e Reinserção Social.
Natália Iculo precisou que numa primeira fase as famílias regressadas foram reintegradas nos municípios de Saurimo, Dala, Muconda e na comuna de Chiluage, localidades escolhidas por elas, para facilitar a sua inserção no seio familiar.
Para garantir emprego, o sector distribuiu kits profissionais de carpintaria, serralharia, mecânica, corte e costura e agricultura, a fim de acelerarem as suas actividades e garantirem o sustento familiar. No domínio da assistência social a direcção provincial do MINARS, em parceria com outras instituições de caridade, apoia com bens alimentares de primeira necessidade, utensílios de cozinha, roupa usada, entre outros.
Avançou que, no quadro da cooperação multi-sectorial, a maioria dos regressados adquiriram cédulas pessoais e Bilhetes de Identidades, fruto da expansão dos serviços de Registo Civil. Este processo permitiu inserir as crianças no sistema de ensino. Todos os regressados beneficiam de assistência médica e medicamentosa, nos centros e postos afins construídos e apetrechados nas localidades.

Situação de idosos


A direcção provincial da Assistência e Reinserção Social controla mais de 14.000 idosos ao nível da província, dos quais cerca de 4.000 portadores de deficiência, que também beneficiam de bens diversos para minimizar as carências vividas no seu seio.
Das estratégias programadas para acolher esta franja da sociedade maioritariamente discriminada por familiares, o governo construiu um lar com capacidade para 120 pessoas no bairro Muangueji, cujas obras caminham para a recta final.
A falta de um centro de reabilitação física para acudir as vítimas de acidentes e meios de transportes que facilitem as deslocações para as áreas de difícil acesso constam do leque de constrangimentos apontados por Natália Iculo, que aguarda expectante pela resolução destes problemas.
No domínio da assistência à criança, o governo construiu 16 centros de atendimento com capacidade para 100 camas cada, sendo cinco creches, distribuídas nos municípios de Mukonda, Dala, Kakolo e Saurimo, este último com duas unidades pelo facto de registar maior índice populacional ao nível da província da Lunda-Sul

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