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Mona-Quimbundo ganha escola agrária

João Salvo | Mona-Quimbundo

A Escola Técnica Agrária (ETA) de Mona-Quimbundo, na Lunda Sul, vai ser apetrechada tão logo sejam concluídas as obras, concluídas em cerca de 99 por cento, garantiu ontem, naquela localidade, o secretário executivo da instituição de ensino.

Escola Técnica Agrária de Mona-Quimbundo vai formar quadros que vão ajudar a fomentar a agricultura na província da Lunda Sul
Fotografia: Edições Novembro

José Manuel da Costa, que testemunhou a recepção provisória da obra, avançou que o apetrechamento surge na sequência da ajuda do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Angola (PADA), que disponibilizou mais de 700 mil dólares para a compra de equipamentos, como carteiras, quadros, giz, tractores, gado, aves e meios administrativos, para garantir o pleno funcionamento da escola.
O sector da Agricultura conta com a parceria da Direcção Provincial da Educação, que está a mobilizar o corpo docente. O director provincial da Agricultura, Elias Avelino Zeca, explicou que o seu sector conta com sete engenheiros especializados e 15 técnicos médios, que vão ser recrutados para ministrar as aulas, na condição de colaboradores.
O director da Agricultura entende que a formação de técnicos neste ramo vai suprir o défice de quadros e cobrir a procura do mercado. 
A escola tem capacidade para 140 alunos, dos quais 90 vão estudar em regime de internato. Numa primeira fase, vão ser formados técnicos básicos de agronomia geral, veterinária, piscicultura, aquicultura e gestão florestal.
A ETA, segundo o coordenador da Soapro -  empresa fiscalizadora da obra - , comporta um edifício, com cinco salas de aula, um laboratório, uma sala de informática e outra de professores, biblioteca e uma sala polivalente, para a realização de conferências. Conta igualmente com um posto médico e áreas administrativas. A escola tem também infra-estruturas sociais, como um refeitório, cozinha, lavandaria, jango, campo polivalente e uma oficina tecnológica, que dispõe de câmaras frigoríficas, para conservar bens perecíveis.
A escola conta também com moradias do tipo T2 e T3, para a direcção, professores e pessoal administrativo, bem como moradias do tipo T5 para acomodar 90 alunos, que estudam em regime de internato. O fornecimento de água e energia está garantido, através de dois furos artesianos, criados no local, e de grupos geradores. As obras do empreendimento, que duraram um ano e quatro meses, orçaram em mais de 11milhões de dólares. 
O soba de Mona-Quimbundo, Luciano Caumba, que presenciou a entrega provisória da obra, aplaudiu o gesto do Governo e disse que o seu funcionamento vai contribuir para a formação de jovens, visando o desenvolvimento do país. A governadora da Lunda Sul, Cândida Narciso, mostrou-se satisfeita com a conclusão da obra, que decorreu nos prazos previstos, aguardando-se apenas o seu apetrecho.  O empreendimento, disse Cândida Celeste, vai contribuir para o desenvolvimento da província da Lunda Sul, que tem grande potencial agrícola. “Com esta escola vamos desenvolver a agricultura, com consciência e tecnologia”, disse a governadora.

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