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Mudança ajuda a recuperar o orgulho dos habitantes da região da Lunda-Sul

Adão Diogo | Saurimo

A construção de novas centralidades nas reservas fundiárias dos municípios de Cacolo, Dala e Muconda,  na província da Lunda-Sul,  orgulha os munícipes e desperta a atenção dos visitantes. As obras de construção de 210 casas, das 300 inicialmente previstas na primeira fase do projecto, estão executadas em 70 por cento.

Vice-governador para área técnica e infra-estruturas visitou as obras em curso e garante que estão a ser executadas dentro dos padrões definidos
Fotografia: Jornal de Angola

A construção de novas centralidades nas reservas fundiárias dos municípios de Cacolo, Dala e Muconda,  na província da Lunda-Sul,  orgulha os munícipes e desperta a atenção dos visitantes. As obras de construção de 210 casas, das 300 inicialmente previstas na primeira fase do projecto, estão executadas em 70 por cento.
As obras representam um teste para os empreiteiros evidenciarem as suas capacidades e destreza, perante o olhar atento de fiscais contratados pelo Governo e constrangimentos provocados pelas chuvas.
O vice-governador para a área técnica e infra-estruturas da Lunda-Sul, António Jorge Teixeira, expressou confiança na capacidade das empreiteiras, cujo trabalho respeita os requisitos contidos numa matriz, que definiu para 25 hectares das reservas planificadas por município, casas do tipo T3,  para um lote de 100 metros quadrados, e outros serviços sociais para  dignificar a população.
“Em Cacolo, o projecto reserva espaço para a construção de uma escola e um  hospital, com bloco operatório e morgue. O Muconda conta já com um centro materno infantil, esquadra de polícia e escola”, explicou o vice-governador.
O arranque das obras da nova centralidade de Saurimo aguarda pela aprovação do dossier remetido à empresa SONIP, devido à complexidade de padrões arquitectónicos projectados para a urbanização da nova reserva fundiária.
António Jorge Teixeira admitiu a existência de constrangimentos de ordem logística para o arranque do projecto, que contempla fases distintas de execução. A edificação de um hospital municipal, maternidade, reabilitação de 30 quilómetros de estradas, passeios, redes técnicas, modernas e funcionais constam do programa de acções a serem desenvolvidas durante este ano. António Jorge Teixeira destaca ainda a construção de dois novos edifícios, um para o funcionamento da Biblioteca Provincial e o outro para os serviços da Direcção Provincial da Educação, numa lista que abarca mais 12 equipamentos sociais. Neste desafio, o governo provincial defende obras enquadradas nos padrões de arquitectura moderna. Segundo munícipes contactados pelo Jornal de Angola, o edifício para os Serviços Integrados de Apoio ao Cidadão (SIAC), em fase de conclusão, na via do aeroporto, e algumas escolas, iniciadas no ano passado, são  exemplos de “bom gosto”. A  progressão de ravinas, nos arredores da cidade de Saurimo, está entre as preocupações que requerem resolução urgente. De 13 eixos activos definidos como prioridade para estancar, o vice-governador destaca o eixo que progrediu cerca de  cinco quilómetros e cuja profundidade, ao longo do seu percurso, ronda os 30 metros, na zona do Adolfo, cercanias do rio Muangeji.
O levantamento feito sugere um estudo exaustivo para definir os critérios de contenção adequados, a fim de devolver segurança e estabilidade às áreas afectadas. Entre as várias opções técnicas avançadas, António Teixeira refere a construção de muros geo-grelhas e valas de drenagem.
O vice-governador reiterou a disponibilidade do Governo em prosseguir os trabalhos de contenção dentro das suas possibilidades financeiras, sem avançar prazos, contando com a comparticipação de parceiros idóneos.
 O vice-governador sublinha a necessidade de mobilizar as comunidades para abandonarem todas as práticas que alterem pela negativa o meio em que vivem, como a desmatação, construção sobre linhas de água e ocupação de zonas de risco.

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