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Nova central de captação melhora o abastecimento

Camuanga Júli e João Salvo| Saurimo

Há dois anos que a compra de água a partir das cisternas de camiões, nas ruas de Saurimo, deixou de ser a fonte paralela ao sistema normal de abastecimento, por limitação de reserva, na nascente sobre o rio Luavur, erguida no tempo colonial para um universo de 18.000 habitantes.

Edifício que abarca a casa de máquinas de sucção a partir de um tanque construído no leito do rio Chicapa à vista nesta imagem
Fotografia: Dombele Bernardo



Há dois anos que a compra de água a partir das cisternas de camiões, nas ruas de Saurimo, deixou de ser a fonte paralela ao sistema normal de abastecimento, por limitação de reserva, na nascente sobre o rio Luavur, erguida no tempo colonial para um universo de 18.000 habitantes.
A opção das autoridades por uma nova central de captação e tratamento, erguida e equipada com tecnologia moderna prepara em média cinco milhões de litros por dia, para a demanda de cerca de 160 mil habitantes baseados na cidade de Saurimo. O empreendimento inscrito no programa do governo “Água para Todos”, permitiu a efectivação de 2.500 ligações domiciliares e a construção de 47 chafarizes públicos, nos bairros periféricos. As cifras suplantam as 800 ligações anteriores e 31 chafarizes.

Satisfação

Albertina Mafo, 30 anos, filho às costas e bacia de água sobre a cabeça, segue para a casa, deixando três vizinhas a encher os cântaros, num dos chafarizes instalados no bairro Kandembe, parte suburbana da cidade.  Fala com simpatia das vantagens trazidas pela aproximação deste serviço, outrora procurado às madrugadas, ou percorrendo cerca de um quilómetro. “Agora é só acordar e esperar para encher, sem perder muito tempo e esforço”, referiu, comparativa.

Constrangimentos />
No meio dos progressos alcançados o director provincial da Lunda-Sul de Energia e Água, Tito Cassongo, nota ainda constrangimentos, por falta de equipamentos para resolver o problema de roturas geradas pela pressão nas condutas.
A insuficiência de pressão favorece, nalguns casos, o comércio ilegal do líquido e a preço especulativo, entre vizinhos, sobretudo baseados em pontos altos, na sede da província.
Por incumprimentos na liquidação do módico valor mensal de 500.00 kwanzas, nas facturas de consumo emitidas, o sector procede aos cortes de fornecimento e aplicação de multas.

Bom senso

Tito apela aos pais à sensibilização dos filhos para o uso correcto das torneiras em chafarizes, a fim de garantir durabilidade e evitar gastos desnecessários para o Estado.
O sector montou uma girafa nas imediações da antiga captação sobre o rio Luavur, que permite aos utentes de camiões cisternas procederem ao abastecimento organizado, e desenvolverem os seus negócios.
Sobre o facto os usuários garantiram que a girafa resolveu o crónico problema de acesso à fonte anterior, onde o abastecimento decorria num ambiente de competição selvática, “para assegurar o pão quotidiano através da venda de 200 litros de água ao preço de 250.00 kwanzas”.

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