Províncias

Número de abortos é elevado

Flávia Massua | Saurimo

O número de abortos e de partos prematuros por falta de assistência médica na Lunda-Sul é considerado muito elevado por responsáveis locais da saúde, que justificam o facto com a não adesão de muitas mulheres grávidas às consultas pré-natais.
 

O número de abortos e de partos prematuros por falta de assistência médica na Lunda-Sul é considerado muito elevado por responsáveis locais da saúde, que justificam o facto com a não adesão de muitas mulheres grávidas às consultas pré-natais.
Muitas mães desconhecem que têm uma gravidez de risco porque não consultam os médicos nos primeiros meses da gravidez.
O chefe de secção da maternidade do Hospital Provincial da Lunda-Sul, Salvador Samazango, disse que só no primeiro trimestre deste ano a maternidade registou 420 abortos e a morte pré e pós parto de 42 nados e de cinco parturientes.
Estes números são muito elevados e basta uma consulta pré-natal para fazer descer drasticamente o número de abortos e de mortes pós e pré parto.
Nos três primeiros meses deste ano, a maternidade registou 2.050 partos, 92 dos quais por cesariana.
Por esse facto, Salvador Samazango apelou às mulheres grávidas e em idade fértil a aderirem às consultas pré-natais. Desta forma, referiu, garantem a saúde do bebé e a delas próprias. Nas consultas, os  especialistas, com base em meios auxiliares de duiagnóstico, detectam a maior parte dos problemas que podem conduzir ao aborto.
A velha opção pela realização de partos em casa, assistidos, muitas vezes, por parteiras tradicionais de capacidade duvidosa e a procura tardia de ajuda médica aliada à ignorância de muita gente no seio das comunidades, contribuem para o elevado índice de abortos e mortes, explicou Salvador Samazango.
A inoperância de seis incubadoras, que há cinco anos aguardam pela chegada de técnicos para as arranjar, obriga o corpo clínico a colocar bebés nascidos prematuramente em lençóis, que são aquecidos com garrafas com água quente, explicou o técnico.
O combate à mortalidade materno infantil é uma prioridade das autoridades de saúde mas as mulhares grávidas têm de colaborar.

Tempo

Multimédia