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Obras dão outra imagem a Cacolo

Várias obras de impacto social estão a ser erguidas na sede municipal de Cacolo, Lunda-Sul, entre as quais um hospital, um mercado, creche, hospital, lar para a juventude e dez casas geminadas para quadros.

Tozé Salufuma encoraja outros investidores
Fotografia: Flávia Massua | Lunda Sul

Várias obras de impacto social estão a ser erguidas na sede municipal de Cacolo, Lunda-Sul, entre as quais um hospital, um mercado, creche, hospital, lar para a juventude e dez casas geminadas para quadros.
Os empreendimentos, boa parte deles em fase de conclusão, fazem parte de projectos de  reconstrução da administração municipal, orçados em 214 milhões de kwanzas.
 O actual postal da vila, que representa a porta de entrada na província, orgulha os habitantes e constitui factor de surpresa para visitantes e nativos ausentes nos últimos dois meses.
 A sua localização estratégica, junto à estrada nacional 230, que dá acesso ao litoral, projecta um movimento intenso de viaturas, facilitando o acesso ao transporte de passageiros e de mercadorias para toda a região leste. Detém um elevado potencial em rios, solos cultiváveis e fauna que proporcionam a agricultura, a caça e a pesca entre os cerca de 76.400 habitantes de origem bantu, de etnias  cokwe, minungu, xinje e bângala.
 
Vias calcinam placa giratória
 
Cacolo, quando se concretizar a reabilitação das vias rodoviárias, passa a dispor de condições para servir, a partir da comuna do Alto Chicapa, as províncias do Moxico, Bié e de Malange, disse, ao Jornal de Angola, o empresário Tozé Salufuma.
 A par disso, a antiga via Caculama/Kambundi-Katembo, ignorada pelas autoridades coloniais, por força do interesse pelas zonas diamantíferas no então distrito da Lunda, reduz o percurso em  cerca de 300 quilómetros em relação ao trajecto Caculama/Xá- uteba/Kapenda até Cacolo. /> O leque de serviços instalados pelo governo provincial, como escolas, hospitais, sistemas de água, energia e comunicação, a nível da sede municipal, apaga as marcas deixadas pela guerra, referiu o regedor da aldeia de Satxikapo.
 Na localidade, lembrou, existiam apenas duas escolas e hoje há centros de formação técnicoprofissional, creche e casas para os funcionários. Armindo Muzumba disse reconhecer as dificuldades em termos de circulação, mas, frisou, os esforços que as autoridades estão a desenvolver vão mudar completamente este cenário.
 
Contribuição do empresariado

 
Tozé Salufuma encorajou outros investidores a olharem para Cacolo, contribuindo para o seu desenvolvimento.
Para encorajar o regresso de empresários naturais da terra, Salufuma sugere o aumento de incentivos e actualização de mensagens sobre o desenvolvimento registado na localidade. O empresário tem desenvolvido várias acções, em parceria com o governo provincial. Por iniciativa própria, construiu três salas de uma escola e uma creche. Além disso, aposta no comércio, tendo instalado lojas na sede municipal e nas comunas de Cucumbi e de Xassengue e vários de empreendimentos do género noutros pontos da região.
 Cacolo foi tema de uma revista editada pela National Geographic por possuir, na sua fauna, um pássaro, que nunca foi encontrado em qualquer outra parte do mundo.
A descoberta da ave de cor castanha, designada, na língua cokwe, por ndjimba, que vive em bando, foi possível graças a uma rede instalada por pesquisadores da Nacional Geographic na localidade de Cucumbi.

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