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Operadora sem meios para recolher o lixo na cidade de Saurimo

Camuanga Júlia e João Salvo | Saurimo

A empresa encarregue da limpeza e saneamento da cidade de Saurimo tem sido incapaz, de resolver os focos de lixo que aumentam consideravelmente todos os dias na capital da Lunda-Sul.

Existem em Saurimo focos de lixo em quase toda a parte exalando cheiro nauseabundo
Fotografia: Mota Ambrósio

A empresa encarregue da limpeza e saneamento da cidade de Saurimo tem sido incapaz, de resolver os focos de lixo que aumentam consideravelmente todos os dias na capital da Lunda-Sul.
Neste momento, a operadora Ponto Verde conta com apenas três camiões, número considerado insuficiente para garantir o sucesso do processo da recolha e transporte regular de aproximadamente 150 toneladas de lixo diverso.
Fruto desta incapacidade, existem na cidade focos de lixo em quase toda a parte, exalando um cheiro nauseabundo, cenário bastante desconfortável para a população e que já não se observava há uns quatro anos.
A situação que Saurimo vive hoje levanta algumas interrogações sobre a integração da cidade na lista das mais limpas do país.
Os munícipes Anastácia Pedro e Pedro Afonso dizem-se preocupados com o estado do saneamento da cidade e pedem ao governo da província que defina estratégias que resolvam esta situação.
O representante da Ponto Verde, José Artur, reconhece existirem problemas na recolha e transporte do lixo para o aterro sanitário, mas garantiu que a empresa já reforçou os seus meios com mais um camião basculante e uma máquina retro-escavadora, para procurar alterar o cenário nos próximos sete dias.
Para isso, o responsável espera a colaboração da população, principalmente dos comerciantes, os quais aponta como sendo os principais causadores desta situação, já que insistem em depositar enormes quantidades de lixo em contentores destinados a pequenos resíduos.
Perante esta situação, o administrador municipal adjunto, Nelson Daniel, sugere que se analise o mercado com o objectivo de contratar mais uma operadora e que sejam adquiridos equipamentos que permitam à administração local intervir.
O responsável disse ainda que devem ser feitas campanhas de sensibilização junto dos munícipes, para que os mesmos sejam educados e criem a cultura da boa higiene e saneamento do meio, assim como para lhes transmitir os procedimentos a seguir para um manuseio correcto do lixo.

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