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Progressos da reconstrução na comuna do Chipamba

Adão Diogo e Flávia Massua|Chipamba

O sentimento de satisfação ilumina o rosto do soba David Constantino que aguarda, expectante, pela inauguração da primeira escola de carácter definitivo, erguida pelogoverno para servir a comunidade de Chipamba, situada a cerca de 50 quilómetros da sede comunal de Mona-Quimbundo, na província da Lunda-Sul.

Fachada principal da escola primária na regedoria de Chipamba erguida no âmbito do programa de combate à fome e à pobreza
Fotografia: Dombele Bernardo

O sentimento de satisfação ilumina o rosto do soba David Constantino que aguarda, expectante, pela inauguração da primeira escola de carácter definitivo, erguida pelogoverno para servir a comunidade de Chipamba, situada a cerca de 50 quilómetros da sede comunal de Mona-Quimbundo, na província da Lunda-Sul.
O empreendimento surge como o primeiro sinal de mudança na vida dos 1.450 habitantes, de um pacote de acções que engloba também edificações de um centro médico, casa simples e  geminada, em fase conclusiva. A aposta suportada pelo Programa de Investimentos Públicos (PIP) visa em primeira instância conferir dignidade ao líder da comunidade e dois técnicos. O custo global do pacote rondou em 98 milhões de kwanzas. A subscrição do contrato para a adjudicação das obras à construtora Zelenga, incentivou o lançamento da primeira pedra durante a visita histórica realizada há sete meses, pela governadora Cândida Narciso, confirmando o arranque da reconstrução, iniciada no país há dez anos.
 
Promessa cumprida


Cortada a fita inaugural à entrada da escola, a governante considerou que cumpriu a promessa feita, ao apresentar à população uma obra digna de carinho e respeito por representar “um pólo para o desenvolvimento e futuro desta e de outras gerações”. No improviso dirigido a cerca de duzentas pessoas presentes no pátio interno da escola, enfatizou que a postura assumida pelo governo em prol da causa do povo representa a determinação em continuar a apostar na formação da juventude para que esta possa contribuir para a melhoria das condições de vida e o desenvolvimento da economia nacional.
Perspectivou outras oportunidades para aumentar a oferta de serviços e notou que “as acções são para o governo a melhor forma de fazer política”. Aconselhou aos alunos e professores a instalarem um jardim no recinto interno e a plantar árvores à volta do edifício para criar um cenário mais acolhedor.
 
Soba Txipamba enaltece  a iniciativa

A materialização da promessa feita há sete meses constitui para o soba Txipamba uma vitória da população que soube esperar, e o governo que honrou. Defendeu a implantação de obras do género noutras localidades que há muito aguardam por uma oportunidade.
No seu quotidiano junto das comunidades David Constantino explica os principais acontecimentos no país e considera que os tutelados interpretaram devidamente a importância de aderirem ao processo do registo para participarem na eleição dos dirigentes do país nas próximas eleições gerais.
 
Incentivo aos jovens

O cansaço provocado pelos 75 anos de uma vida bastante sofrida e outras peripécias contrastam com a lucidez evidenciada pela anciã Angelina Wajikako. A sua conduta irrepreensível granjeou respeito e admiração no seio da comunidade onde é, repetidas vezes, solicitada para aconselhar jovens e casais com dificuldades de relacionamento.
Sente o pulsar do desenvolvimento na localidade, através das obras que o governo traça para banir o sentimento de abando ou discriminação. “São oportunidades nunca antes vistas e que devem ser bem aproveitadas pelos mais novos, a fim de deixarem um legado que honre as futuras gerações” - disse.
Conta que foi exímia dançarina de Txianda e Kafundeji, na mocidade, em que a tatuagem no rosto (lumba) e o desbaste dos dois dentes frontais acrescentavam beleza que atraía o sexo oposto. Garante dominar a magia da culinária tradicional.

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