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Regedoria de Ngwa com novas infra-estruturas

Adão Diogo | Ngwa

Estamos em princípios de Abril. O clima está ameno nesta altura, entrecortado por alguns dias com chuvas.

Escola primária construída pelo governo na regedoria de Ngwa uma localidade que serviu de zona de transição para a guerrilha durante a luta de libertação do jugo colonial
Fotografia: Eduardo Pedro

Estamos em princípios de Abril. O clima está ameno nesta altura, entrecortado por alguns dias com chuvas. A população da regedoria de Ngwa, interior do município de Dala, exulta à chegada da governadora Cândida Narciso, à frente de uma delegação ida de Saurimo, para inaugurar uma escola, posto médico e casa para professores, prometidos há um ano, no quadro dos esforços de reconstrução em curso na província da Lunda-Sul.
Centenas de pessoas apinham o recinto frontal do posto médico, escolhido para o acto.
O corte da fita inaugural dá lugar a um curto silêncio. De seguida a governante retribui a simpatia com uma saudação na língua local. Realça o esforço do executivo na criação dos novos serviços, que com a “prática da agricultura concorrem para o combate à fome e a pobreza”.
Segundo a governante a iniciativa responde a parte das “muitas necessidades apresentadas” durante a sua primeira visita realizada no ano passado. Enalteceu o empenho dos professores que formam as crianças, as exibições dos grupos culturais e reforçou o apelo de participação de todos nas eleições marcadas para Agosto deste ano.
Os empreendimentos abrem nova página na vida dos cerca de 750 habitantes. Afasta o sentimento de abandono da localidade, que foi uma zona importante na condução da guerrilha para a conquista da independência de Angola.

 

 Valor do sacrifício
 
O ancião Massungo Mundala, 83 anos, é antigo combatente. Acompanha o frenesim da festa sentado à sombra de uma mangueira, no pátio da sua casa, gerindo o sentimento do dever cumprido ao divisar alegria no rosto dos mais jovens pelos serviços inaugurados na sua terra natal. O também regedor, reformado por força da idade, esboça parte das peripécias vividas nas frentes de batalha, ao lado dos comandantes Explosivo, Samario Recua e do malogrado general Celestino Txizainga. Beneficia de subsídios como antigo combatente, mas no íntimo paira o desejo de “ser agraciado com uma casa digna, viatura e arma do tipo caçadeira”. Vive sob tutela de um sobrinho, por sinal o herdeiro.


Estrada em reabilitação
 
O avanço do asfalto e terraplenagem ao longo dos 160 quilómetros na via Saurimo/Dala estimula o trânsito de viaturas e passageiros.
Camiões basculantes adstritos às brigadas integradas por técnicos chineses auxiliados por angolanos, percorrem a via, carregados de brita e outros inertes que depositam de forma espaçada ao longo da via. Este processo propicia a terraplenagem e compactação de solos realizadas por carregadoras e niveladoras, sem interromper o movimento na via.
A aposta nesta empreitada viabiliza uma viagem praticamente cómoda num percurso de mais de cem quilómetros de estrada asfaltada, apesar de carecer de alguns acabamentos e sinalização. O reatamento do trabalho resgata aplausos por parte dos usuários e população que defendem celeridade.
 

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