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Sede comunal do Sombo carece de serviços básicos

Flávia Massua | Saurimo

O silêncio domina a vila. A sombra oferecida por dezenas de mangueiras, num extenso espaço aberto, limpo e arrumado, envolto por edifícios cuidados configura um ambiente acolhedor.

A estrada está em péssimas condições
Fotografia: Jornal de Angola

O silêncio domina a vila. A sombra oferecida por dezenas de mangueiras, num extenso espaço aberto, limpo e arrumado, envolto por edifícios cuidados configura um ambiente acolhedor.
Para lá chegar, são necessárias quatro horas. É o tempo gasto para percorrer os 130 quilómetros, em estrada de terra batida, onde a areia constitui o grande obstáculo para o condutor, no trajecto entre a cidade de Saurimo e a sede comunal de Sombo, na província da Lunda-Sul.
O território ocupa uma superfície de 8.000 quilómetros quadrados, onde residem mais de 4.000 habitantes, maioritariamente dependentes do cultivo da terra.
Entre os vários serviços públicos, a sede conta com um centro hospitalar com 15 camas e várias áreas de serviços. A unidade sanitária dispõe de três enfermeiros.
A vila tem disponíveis sete salas de aula, para mais de 600 alunos inseridos no primeiro nível. Além de casas para o administrador e o seu adjunto, a localidade conta com seis outras casas para funcionários públicos, esquadra policial, redes de água canalizada e energia fornecida por dois grupos geradores.
O administrador adjunto da comuna, Txamuta Mulinga, reconhece que as dificuldades de acesso à localidade e a carência de meios de trabalho e de abastecimento incentivam a fuga de professores.
Por iniciativa da governadora Cândida Narciso 200 cidadãos obtiveram os respectivos bilhetes de identidade, mas a dificuldade de acesso aos serviços penaliza outros habitantes que aguardam por oportunidade idêntica.

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