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Trabalhadores de Catoca aprimoram conhecimentos

João Salvo | Saurimo

Trabalhadores afectos à Sociedade Mineira de Catoca (SMC) aprimoram, desde terça-feira, em Saurimo, conhecimentos que visam elevar a cultura de prevenção de acidentes no trabalho e doenças profissionais.

No seminário, que termina hoje, são abordados vários temas, tais como a entidade empregadora como garante do funcionamento dos serviços de segurança e higiene no local de trabalho, deveres, obrigações e direitos dos trabalhadores, impacto da família no comportamento seguro, stress no local de trabalho e suas consequências na saúde do trabalhador, bem como hábitos alimentares.
O evento, de acordo com o chefe de sector da Segurança Interna e Prevenção de Acidentes “Sipatd” de Catoca, António Sousa, tem como objectivo incutir no seio dos trabalhadores o espírito de prevenção, para reduzir os acidentes e elevar a produtividade da empresa.
António Sousa explicou que a empresa tem promovido, logo no início da admissão de cada funcionário, campanhas de sensibilização para que o trabalhador saiba quais são as normas que deve seguir para atenuar o risco de acidentes. O chefe de sector da Segurança Interna da Sociedade Mineira de Catoca disse que a ideia de congregar todos os trabalhadores num só espaço tem como objectivo disseminar as informações, para a concretização da “nossa meta de acidentes zero.”
Realçou que a intensificação das campanhas de sensibilização contribuem para a redução de acidentes na empresa Catoca.
O director provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social,  João Segunda Ungaji, que dissertou o tema “A entidade empregadora como garante do funcionamento dos serviços de segurança e higiene no local de trabalho”, realçou que é da responsabilidade da entidade empregadora garantir as condições de trabalho, higiene e segurança dos trabalhadores, o que está legislado na Lei Geral de Trabalho (LGT), no seu artigo 81º.
De acordo com o prelector, essas medidas úteis da responsabilidade do empregador devem ser seguidas, para que o trabalho seja realizado em ambiente e condições que permitam o normal desenvolvimento físico, mental e social dos trabalhadores. Acrescentou que, do ponto de vista legal, a subordinação dos serviços de segurança e higiene no trabalho deve ser seguida de forma vertical, pelo facto de mexer com a sensibilidade e a vida humana.

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