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Mais casos de doença do sono em vários municípios do Bengo

Maiomona Artur |Caxito

O chefe de departamento provincial da tripanosssomíase, António Moyo, disse, ontem, na cidade de Caxito, que no ano passado foram diagnosticados 73 casos de doença do sono.

A utilização de mosquiteiros ajuda a reduzir o impacto da doença
Fotografia: Edmundo Eucilio

O chefe de departamento provincial da tripanosssomíase, António Moyo, disse, ontem, na cidade de Caxito, que no ano passado foram diagnosticados 73 casos de doença do sono.
António Moyo referiu que os municípios de Dembos Kibaxe, Icolo e Bengo, Nambuangongo, Dande e Kissama são os mais afectados devido à grande quantidade de moscas tsé-tsé.
Para o êxito do trabalho de pesquisa, afirmou, foram constituídas três equipas móveis, cada uma com dez técnicos, que operam nos municípios de  Kissama,  Kibaxe e Icolo e Bengo.
“ Infelizmente, quando as nossas equipas estão no terreno a trabalhar, alguns populares esquecem a gravidade da doença e comportam-se de forma irresponsável, recusando-se a fazerem o diagnóstico”, lamentou.A instituição, declarou, realiza, regularmente, campanhas de sensibilização junto da população, ministrando ensinamentos sobre a forma de combater a doença.
“O nosso objectivo é reduzir o número de doentes e aumentar a cobertura para 80 por cento da população”, anunciou.
António Moyo pediu à população que colabore com as autoridades sanitárias na luta contra a doença do sono para que deixe de ser, nos próximos quatro anos, um problema de saúde pública.
A doença é transmitida, à noite, pela picada de uma parasita de várias espécies de moscas e percevejos que destroem telhados e paredes de abrigos construídos nas zonas rurais mais pobres.
A doença é transmitida, também, em transfusões de sangue e transplantes e, ainda, de mãe para filho, através da placenta ou leite materno, pelo que a higiene do meio e o consumo de água potável pode ajudar a abrandar o problema.

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