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Mais licenciados no mercado de trabalho

Joaquim Júnior | Uíge

Um grupo de 656 novos licenciados em várias especialidades no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) do Uíge recebeu, na terça-feira, os seus diplomas, numa  cerimónia presidida pelo ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento.

Os estudantes defenderam os trabalhos de fim do curso nos anos académicos 2014 e 2015 depois de receberem conhecimentos científicos
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

Os 656 galardoados formaram-se nas áreas de Psicologia, Matemática, Geografia, Língua Portuguesa, Filosofia, Física, Química, Pedagogia, História, Biologia e línguas Francesa e Inglesa.
O director-geral do ISCED, Domingos Zau, explicou que os estudantes outorgados defenderam os trabalhos de fim do curso nos anos académicos 2014 e 2015, depois de terem recebido conhecimentos científicos e pedagógicos, fundamentais para o exercício da profissão de docente.
O ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, disse que o grupo de profissionais lançados para o mercado de trabalho resulta das orientações do Chefe do Executivo sobre o desenvolvimento do ensino superior no país.
Adão de Nascimento assegurou que o país vai continuar a crescer no domínio do ensino superior, para produzir quadros proactivos, que vão ajudar a nação a desenvolver-se cada vez mais.
O ministro pediu aos recém-licenciados para se apresentarem à sociedade como profissionais brilhantes na actividade laboral e no lidar com os cidadãos e estudantes, para dignificarem a classe.
“Foram formados para serem cidadãos patriotas, profissionais comprometidos com o exercício da profissão docente em quaisquer condições. Levantem sempre bem alto a bandeira da vossa profissão, valorizando a instituição que vos formou”, disse o ministro.
O governante reconheceu o empenho do governo provincial e da direcção do ISCED do Uíge na promoção do ensino na região, tendo-os encorajado no sentido de continuarem a trabalhar no aumento da qualidade dos quadros formados na região, para que possam realizar investigações científicas com resultados capazes de contribuir para o crescimento sustentado do país.
“Felicitamos cada um dos estudantes e desejamos que continuem a trabalhar fortemente na renovação dos conhecimentos e competências adquiridas, pois, no exercício da profissão, a vida colocará mais desafios à vossa frente”, referiu Adão do Nascimento.
O governador em exercício do Uíge, Carlos Mendes Samba, considerou que, no âmbito do Plano Nacional de Formação de Quadros, o grupo de jovens diplomados representa ganhos para o país e para a província, em particular. Referiu que o Executivo tem vindo a estabelecer políticas para que o competente mercado de trabalho possa absorver, num curto espaço de tempo, os quadros recém-formados. Carlos Samba avançou que os diplomas testemunham os vários anos que ficaram nas academias, onde, com muita luta e sacrifício conseguiram vencer os desafios. Por isso, apelou que demonstrem no seu dia-a-dia, em todos os lugares onde forem colocados, qualidade no trabalho, honestidade, seriedade, humildade, patriotismo e unidade.

Excursão académica

Um total de 110 estudantes do II ciclo do ensino secundário das províncias de Benguela, Huíla e Namibe participam, desde ontem e até ao próximo dia 21, na cidade de Moçâmedes, na IV edição da excursão académica, numa promoção do Instituto de Ciências Religiosas de Angola (ICRA).
O director do ICRA, Marcolino Tchimu, disse ontem que o evento tem como objectivo fomentar os laços de cooperação no seio da população estudantil, criar interacção académica e pedagógica, assim como fortalecer o sentimento de solidariedade no seio das comunidades.
Os estudantes vão abordar temas como o ICRA como vector para o fortalecimento da unidade nacional e sentido de solidariedade, o estado actual do desenvolvimento socioeconómico e cultural  da província, o empreendedorismo,  consequências das redes sociais e suas vantagens, assim como a formação académica da juventude, explicou Marcolino Tchimu.
O director do ICRA no Namibe adiantou  que a juventude deve olhar para o país com a dimensão futura,  mas partindo sempre do aspecto da competência científica.

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