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Absentismo de funcionários preocupa autoridades locais

Sónia Maria | Caculama

A onda de frio, que se regista actualmente no município de Caculama, província de Malanje, tem sido a principal causa de absentismo por parte dos funcionários públicos, disse ontem, naquela municipalidade, o chefe da Repartição Municipal da Educação.

Vista parcial da sede municipal de Caculama
Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro



Paulo Quissunga defende ser necessário incutir  no seio dos funcionários a cultura da pontualidade e  assiduidade,  para melhorar a produtividade nas instituições do Estado.
“Muitos funcionários da função pública chegam atrasados nos seus locais de trabalho, alegando o frio”, sublinhou Paulo Quissunga, acrescentando que os trabalhadores têm que conhecer a Lei Geral de Trabalho, bem como os seus deveres de cumprir com as normas do funcionamento da instituição pela qual estão vinculados.
O responsável lembrou que a avaliação do desempenho de um funcionário começa na pontualidade e na qualidade do trabalho realizado, referindo que a mudança climática não serve de argumentos para justificar a falta no local de serviço. Paulo Quissunga disse que em nenhuma parte do mundo são aceites essas justificações, se for tido em conta que se trata de fenómeno natural.
O chefe da Repartição da Educação prometeu tomar medidas rigorosas contra os funcionários que assim procederem, para evitar o grau de absentismo no local de trabalho.
Bernardo Miguel, funcionário público, elogiou a forma como o chefe do controlo do pessoal da instituição que dirige tem sabido exercer a sua actividade, nesse tempo em que os atrasos dos funcionários são constantes. “Muitos empregados chegam a furtar-se das tarefas que lhes são acometidas, alegando o frio, que tem criado constrangimento no normal funcionamento das instituições.”
Lembrou que os funcionários têm a obrigação de manter relações de cumplicidade com o Estado na solução dos problemas da população, auxiliando no desenvolvimento de estratégias para o bem-estar social. Francisca Jaime, representante da secção municipal da Assistência e Reinserção Social, disse que o frio não pode ser pretexto dos funcionários. “É preciso trabalharmos para a melhoria das condições de vida das comunidades.”

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