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Aldeias do município de Calandula passaram a ter acesso a água potável

Filipe Eduardo | Malange

Cerca de quatro mil aldeões do sector da Quibanga e das aldeias do Quimbamba e Muhongo, no município de Calandula, passaram na sexta-feira a ter acesso à água, graças à inauguração de sistemas manuais de captação.

População da região deixa de percorrer longas distâncias e de consumir água bruta retirada directamente de rios e cacimbas
Fotografia: Jornal de Angola

Cerca de quatro mil aldeões do sector da Quibanga e das aldeias do Quimbamba e Muhongo, no município de Calandula, passaram na sexta-feira a ter acesso à água, graças à inauguração de sistemas manuais de captação.
A instalação destas manivelas, disse o administrador de Calandula, Manuel Campo, surge no seguimento da orientação do Chefe do Executivo angolano, de levar água a todas as aldeias do país, até ao ano 2017, através do Programa “Água Para Todos”.
Nos próximos dias, garantiu Manuel Campo, outras sete manivelas entram em funcionamento nas zonas consideradas críticas, como por exemplo Mutumbua e Quicangica, onde os rios ficam muito distantes das aldeias. O administrador de Calandula pediu aos aldeões para cuidarem deste bem que vai facilitar a vida da população, com realce para as donas de casa que, depois de regressarem das lavras, precisam de água para a confecção das refeições.
Para o soba do sector da Quibanga, Alberto Ganga, a entrada em funcionamento destas manivelas marca o fim do sofrimento, sobretudo das mulheres que percorriam cerca de seis quilómetros em busca de água potável. Outra melhoria que este bem traz é, nas palavras da autoridade tradicional, diminuir as doenças diarreicas agudas nas crianças, que advêm do consumo de água não potável.
Depois da construção do posto médico, já em funcionamento com um enfermeiro, e agora a manivela, Alberto Ganga levou ao administrador de Calandula a preocupação da falta de escolas e professores para os cerca de 300 alunos das  2ª, 3ª e 4ª classes que estão sem estudar.
Manuel Campo garantiu que dentro em breve a administração local vai solucionar a questão com a construção de escolas e aproveitar o próximo concurso de professores. O posto médico que foi inaugurado no mês de Setembro, está a atender dez a 20 pacientes por dia, disse ao Jornal de Angola o enfermeiro José Armando. Doenças diarreicas agudas e respiratórias são os casos mais frequentes naquela unidade sanitária, disse José Armando, que acredita que, com a presença da manivela que vai permitir o consumo de água potável, vai diminuir o número de doentes.

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