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Ambientalistas contra queimadas

Ambientalistas de Malanje defenderam ontem, nesta cidade, a aplicação de políticas e medidas acertadas que visam a redução dos efeitos das queimadas na província, realizadas sobretudo por caçadores furtivos e carvoeiros nas zonas rurais.

Essa posição foi manifestada durante um debate radiofónico sobre “As queimadas e suas consequências”, promovida pela emissora provincial, com vista a análise e divulgação das causas e efeitos das queimadas. O chefe de departamento Provincial do Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente, Jorge Pascoal Manuel, defendeu que uma das medidas para se reduzir os índices dessa prática passa necessariamente pela potenciação da agricultura e outras actividades rentáveis, tendentes a ocupação das terras.
Essa política, referiu, surge também como mecanismo para se manter o equilíbrio ambiental necessário para a fauna e a flora.
Segundo o responsável, considera-se queimada toda a operação adversa às características do ambiente que incluem, entre outras, a poluição, desertificação, erosão e a desflorestação, factores esses que contribuem para a degradação ambiental.
O representante do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Tomás Mizalaque, afirmou que as queimadas afectam bastante os solos, deteriorando também os organismos vivos neles existentes.
Para o administrador municipal do Quela, Ananias Gomes, as queimadas têm um impacto negativo no meio ambiente, pois concorrem para o aquecimento global, extinção da fauna e da flora, porosidade dos solos e outras consequências irreversíveis. Gomes defendeu a concertação de ideias entre os diferentes actores sociais, bem como a adopção de mecanismos que visem desencorajar as queimadas.

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