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Aumenta o número de moto táxis na província

Luísa Victoriano | Malange

O comandante da Polícia Nacional em Malange, subcomissário José Domingos Moniz, mostrou-se quarta-feira preocupado com o fluxo de “kupapatas” que circulam na província.

Comandante provincial da Polícia
Fotografia: Genivaldo da Fonseca

O comandante da Polícia Nacional em Malange, subcomissário José Domingos Moniz, mostrou-se quarta-feira preocupado com o fluxo de “kupapatas” que circulam na província.
José Domingos Moniz, que falava durante a 6ª Sessão da Comissão Provincial de Viação e Ordenamento do Território, da qual é presidente e que visou analisar a situação da sinistralidade rodoviária na região e o grau de cumprimento das recomendações traçadas na reunião anterior, afirmou que o aumento do número de moto-táxis tem causado muitas dificuldades e acidentes na província de Malange.
O dirigente referiu que durante o período de Julho a Setembro foram apreendidas mil e 288 motorizadas, uma média de 60 motorizadas por dia, por várias infracções ao código de estrada.
O comandante da Polícia em Malange revelou que a situação de sinistralidade na província continua a preocupar as autoridades policiais, apesar dos inúmeros esforços feitos pelos efectivos da corporação no sentido de inverter o quadro. Referiu ainda que no período em causa foram registados um total de 134 acidentes de viação, causando 44 mortos, 124 feridos e danos materiais avaliados em 19.503 kwanzas.
O subcomissário fez saber que a falta de uso de capacetes por parte dos moto-taxistas (“kupapatas”), o excesso de velocidade e o consumo de álcool durante a condução, as ultrapassagens irregulares e os excessos de velocidade são alguns dos motivos dos acidentes. Apontou ainda as prioridades de passagem, travessia descuidada de pões, mudança a direita, condução ilegal, assim como a falta de prudência e inversão do sentido de marcha como outros factores do elevado índice de sinistralidade rodoviária.
José Moniz acrescentou ainda que destes acidentes de viação, 61 casos foram produzidos por motociclos simples, ciclomotores, velocípedes, o que representou 46 por cento do total dos casos registados. A natureza dos acidentes, segundo afirmou, continuam a ser, com maior realce, os atropelamentos, com 28 por cento dos casos, seguindo-se os choques entre veículos e ciclomotores com 17. O comandante da Polícia Nacional em Malange apontou o município sede da província, Cacuso e Caculama como as áreas de maior sinistralidade rodoviária, devido a 62 por cento dos casos registados.

Prevenção rodoviária

O presidente da Comissão provincial de Viação e Ordenamento do Território disse que a “corporação” vai trabalhar no aperfeiçoamento dos métodos de actuação e sofisticar as tácticas para reduzir o elevado índice de acidentes.
Assegurou ainda que o Comando Provincial da Polícia Nacional em Malange elaborou um plano de prevenção rodoviária nos postos municipais de Cacuso, Calandula, Caculama e Kangandala.Para o efeito, José Moniz recomendou os automobilistas a cumprirem com o código de estrada, as normas de boa conduta cívica para a redução dos níveis de acidentes, que continuam a causar muitas mortes na província. O comandante da Polícia Nacional em Malange lembrou ainda que, de Julho a Setembro foram realizadas campanhas de prevenção rodoviária no casco urbano da cidade e na estrada nacional 230, que envolveram 122 profissionais da polícia nacional.
Foram igualmente desenvolvidas actividades que culminaram com a aplicação de 1.123 multas por diversas infracções, como negligência, o uso de capacete, de cinto de segurança, falta de licença de aluguer e por residência desactualizada.

Falta de sinalização

José Domingos Moniz disse estar igualmente preocupado com a falta de sinalização de alguns pontos da cidade de Malange, assim como da iluminação pública, o que, na sua óptica, tem causado dificuldades aos automobilistas, principalmente no período nocturno.
Referiu que, as inaugurações da ponte sobre o rio Kwanza, localizada no município de Kangandala, a 28 quilómetros da cidade de Malange, da aerogare e o reinício da circulação do comboio constituem desafios para a corporação na província.
Com a entrada em funcionamento destas obras vai aumentar o fluxo migratório na região. Por esta razão, disse ser necessário reforçar os dispositivos e delinear acções para garantir tranquilidade pública e segurança rodoviária da população.

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