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Bairro da Cahala precisa de mais escolas

Venâncio Victor| Malange

A população do bairro da Cahala, na cidade de Malange, precisa de escolas para proporcionar melhores condições de ensino e aprendizagem às crianças, disse a administradora municipal de Malange, Teresa Dias de Abreu, durante a visita que efectuou aos bairros da Maxinde e da Cahala.

Administração municipal reclama da falta de verbas para criar as condições necessárias para que os alunos estudem sem problemas
Fotografia: JA

A população do bairro da Cahala, na cidade de Malange, precisa de escolas para proporcionar melhores condições de ensino e aprendizagem às crianças, disse a administradora municipal de Malange, Teresa Dias de Abreu, durante a visita que efectuou aos bairros da Maxinde e da Cahala.
A administradora municipal afirmou que a população enfrenta imensas dificuldades que têm a ver com a falta de escolas, um posto médico e de água potável.
Teresa Dias disse que os alunos da escola primária da Cahala estudam em péssimas condições, acrescentando que a solução deste e de outros problemas passa pela atribuição de verbas do Fundo de Apoio à Gestão Municipal.
A escola número 41 da Cahala é de construção precária e tem 11 salas de aulas, 28 professores mas precisa de pelo menos mais quatro, segundo o seu director, Manuel Luís.
 
Posto médico está degradado
 
A administradora Teresa Dias de Abreu está também preocupada com o funcionamento do posto médico da Cahala, que tem as instalações muito degradadas.
No bairro, a responsável municipal de Malange teve um encontro com as autoridades tradicionais, durante o qual foi informada do aumento dos casos de delinquência juvenil, das construções anárquicas, falta de água e de luz eléctrica.
Teresa Dias Abreu visitou ainda o centro de saúde da Maxinde que, segundo apurou, funciona sem grandes problemas.
O centro de saúde tem uma capacidade de internamento para nove pacientes. Neste momento presta cuidados médicos nas áreas da pediatria e medicina geral. Tem também uma área para os doentes de tuberculose e uma sala pós parto.
A responsável do centro de saúde, Filomena Paiva, disse a que a instituição se debate com a falta de uma ambulância para evacuação das parturientes e dos doentes em estado grave.
 
Água imprópria para o consumo
 
A reportagem do "Jornal de Angola" apurou ainda que a população do bairro da Cahala tem consumido água imprópria que retira directamente do rio Malange sem qualquer tratamento.
O rio atravessa zonas com grande pressão humana e as suas águas estão poluídas por esgotos domésticos. Consumir água daquele rio é arriscar doenças graves, sobretudo as crianças.
Face às dificuldades, muitos habitantes do bairro Cahala e das zonas limítrofes são obrigados a percorrer longas distâncias para se abastecerem de água. A alternativa é o rio Ngolo, que dista a cerca de dois quilómetros do bairro. Mas também este rio apresenta sinais visíveis de poluição e o consumo destas águas pode ser fatal para as pessas.

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