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Cacuso está livre de cólera

Testes laboratoriais efectuados em amostras colhidas em pacientes que apresentavam suspeitas de cólera revelam a inexistência da doença no município de Cacuso, informou ontem o chefe da Secção de Vigilância Epidemiológica da Repartição Municipal de Saúde.

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Fotografia: Jornal de Angola

Testes laboratoriais efectuados em amostras colhidas em pacientes que apresentavam suspeitas de cólera revelam a inexistência da doença no município de Cacuso, informou ontem o chefe da Secção de Vigilância Epidemiológica da Repartição Municipal de Saúde.
António João, que falava sobre a situação da doença, disse que todos exames efectuados esta semana no Hospital Geral de Malange, sobre a suspeita de cólera, resultaram negativos.  Precisou que não há registo de novos casos há já duas semanas, graças a adopção de medidas preventivas e assistência médica, com o tratamento dos doentes com soro, distribuição de lixívia para a desinfestação da água para beber e a sensibilização da população sobre as formas de contágio e prevenção das doenças diarreicas.
 Segundo o responsável, a principal via de contágio continua a ser a água, por este motivo exortou a população a ferver a água para beber ou desinfectar com lixívia, lavar as mãos com a água e sabão antes e depois das refeições, entre outras medidas. Revelou também que, atendendo a carência de água potável que o município vive, a repartição municipal de saúde, com o apoio da administração local, adquiriu e distribuiu mais de mil litros de lixívia à população para purificar a água de consumo.
 As autoridades sanitárias municipais registaram o primeiro caso suspeito de cólera a 21 de Julho último, a um paciente proveniente da localidade de Canjonjo, arredores da sede municipal.
A empresa nacional de consultoria, gestão e administração em saúde (Consaude) pretende reduzir o índice de mortalidade por malária na província de Malange, através da implementação de um projecto integrado de combate à doença.
 A informação foi prestada ontem pela administradora da Consaude, Paula Figueira, quando falava à margem de um encontro realizado entre a empresa e os chefes de repartição municipal da Saúde dos 14 municípios, o director clínico do hospital geral de Malange, organizações não-governamentais e supervisores dos programas de vacinação, saúde sexual e reprodutiva da província.
 De acordo com a responsável, a Consaude é uma empresa de direito angolano que tem como objectivos reduzir a mortalidade por malária na província de Malange, bem como melhorar a qualidade de diagnóstico, tratamento e prevenção da doença. A malária é a principal causa de morte em Angola.

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