Províncias

Cegos abordam estratégias para a geração de negócios

Adriano Sapalo | Malanje

A inclusão socioeconómica dos cegos a nível de Malanje, para a geração de trabalho e aumento de rendimentos desta franja da sociedade, vai ganhar outra dinâmica, nos próximos dias, com a implementação de novas estratégias, traçadas, ontem, pelos membros locais da Associação Angolana de Cegos e Amblíopes de Guerra (AACAG).

Membros da AACAG em acção formativa
Fotografia: Arimateia Baptista

O técnico da área do ensino especial, Hermenegildo Muhongo, que fez tal consideração, falava durante a abertura de uma acção formativa dirigida a cegos e outros portadores de dificiências. “Para a materialização deste programa, o Estado tem desenvolvido várias acções, com destaque para a formação contínua dos membros do grupo-alvo sobre a braile-empreendedorismo”.
Hermenegildo Muhongo salientou que o braille é uma modalidade que está inserida no Instituto de Educação Especial, visando facilitar a escrita dos cegos e os capacitar  com noções na área do empreendedorismo, para que aprendam a montar pequenas e médias empresas.
É nesta senda que, em Malanje, os cegos e amblíopes de guerra estão na referida acção formativa, com duração de 15 dias, para abordar temas relacionados  com o alfabeto braille e o empreendedorismo.
Formações do género, acrescentou, já decorreram em províncias como Cuanza Norte, Moxico, Lunda Norte e Lunda Sul.
Em Malanje, os dados indicam que existem 962 alunos cegos inseridos nas várias instituições do ensino geral, uma vez que a província não dispõe de ensino especial.
A AACAG, refira-se, é uma organização não-governamental, fundada a 20 de Dezembro de 1994, por um grupo de antigos militares, que contraíram a cegueira durante o conflito armado.
Desde o ano passado  implementa projectos na área da promoção do alfa braile e negócios para cegos. A associação conseguiu atingir mais de 500 beneficiários nas províncias de Malanje, Cuanza Norte, Moxico, Lunda Norte e Lunda Sul.

Tempo

Multimédia