Províncias

Centenas de casos registados em Malanje

Venâncio Víctor | Malanje

A Direcção Provincial do Ministério da Família e Promoção da Mulher  em Malanje registou, de Janeiro a Novembro deste ano, 1. 652 casos de violência doméstica, informou a chefe do sector.

Campanha de sensibilização contra os maus tratos tem obtido resultados satisfatórios
Fotografia: José Soares

Madalena Julião falava na  Conferência Provincial sobre a Violência Doméstica, realizada sob o lema “ Da Paz no Lar, à Paz no Mundo, Vamos Desafiar a Violência nas Famílias”.
Dos 1.652 casos registados, 131 foram encaminhados para o Ministério Público. O abandono do lar, ameaças com arma de fogo, ofensas corporais, privação de bens, espancamentos, queimaduras e falta de registo de nascimento, são os casos mais frequentes de violência o lar.
A responsável do Ministério da Família e Promoção da Mulher  em Malanje esclareceu que os casos foram registados através do Centro de Aconselhamento Familiar, Maternidade Provincial e na Direcção de Investigação Criminal.
Madalena Julião disse que com a Lei sobre Violência Doméstica aumentaram as denúncias e participações  criminais à Polícia, Procuradoria -Geral da República e nas salas de aconselhamento familiar.
O número de homens que a­presentam queixas de casos de violência doméstica tem também aumentado fruto do trabalho de sensibilização, formação e divulgação da lei. Um total de 60 homens apresentou queixas, rompendo as barreiras de denúncia sobre os maus tratos a que são submetidos.
A directora Provincial da Família e Promoção da Mulher, Antónia Maiato, disse que a conferência marca o encerramento dos 16 dias de activismo contra a violência doméstica, promovida em colaboração com a Direcção Provincial dos Direitos Humanos.
O vice-governador provincial para o Sector Político e Social, Manuel Campo, lembrou que a campanha dos 16 dias de activismo contra a violência a mulher teve início oficialmente em 1999, no período compreendido entre 25 de Novembro a 10 de Dezembro.
Manuel Campos disse que o combate à violência passa sobretudo por um trabalho contínuo.

Tempo

Multimédia