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Chuvas deixam famílias ao relento

Venâncio Victor| Malange

As chuvas constante que se abatem sobre diversas localidades da província de Malange provocaram, desde Setembro, três mortos e deixaram sem abrigo mil famílias.

Além da destruição de moradias as chuvas estão a inundar campos agrícolas e a tornar intransitáveis algumas vias de acesso da região
Fotografia: JA

Segundo uma nota da Comissão Provincial de Protecção Civil e Bombeiros, as chuvas destruíram 300 casas, três escolas, dez igrejas, três postos de saúde, postos policiais, estabelecimentos comerciais e as instalações da administração municipal do Kunda dia Base.
Os sinistrados receberam bens alimentares, roupa usada, cobertores, chapas de zinco, detergentes, utensílios domésticos, entre outros meios. Além da capital provincial, os municípios de Cangandala, Cambundi Catembo, Luquembo, Quiuaba Nzoje, Calandula e Cacuso são os mais afectados pelas chuvas.
A Comissão Provincial de Protecção Civil esteve segunda-feira reunida para abordar o dossier sobre os edifícios em risco, construção de habitações em zonas de risco, aterro sanitário adequado na cidade de Malange e efeitos das queimadas descontroladas.
Proximamente, vão ser criadas Comissões Municipais de Protecção Civil e Bombeiros para acudir aos casos de calamidades naturais, apurou o Jornal de Angola de fonte oficial. No encontro, orientado pelo governador provincial de Malange, Norberto dos Santos, os administradores municipais e directores foram informados do projecto de arborização e repovoamento da localidade do Culamuxito, arredores da capital provincial.
Por outro lado, a chuva que se registou durante a semana finda destruiu cerca de 120 infra-estruturas sociais, entre escolas e residências, na sede municipal de Caimbambo, 116 quilómetros a sul da cidade de Benguela e deixou também ao relento dezenas de famílias. A Angop apurou que dos imóveis danificados figuram a escola primária nº 145, com capacidade para mais de 1.500 alunos, 22 casas sociais e a residência dos médicos.
A chuva, acompanhada de fortes ventos, destruiu também cabos de transporte de energia eléctrica, o painel solar que alimenta o sistema de telecomunicações e provocou a queda de árvores. Os bairros Deolinda Rodrigues, Hoji-Ya-Henda, Ngola Kiluanje e Simione foram os mais afectados.
O vice-governador para a Esfera Técnica e Infra-estruturas de Benguela, Henriques Calengue, deslocou-se de imediato ao município de Caimbambo, onde avaliou os prejuízos causados pela queda das chuvas. 

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