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Chuvas destroem centenas de casas

Filipe Eduardo e Venâncio Victor| Malange

A intensa chuva acompanhada de ventos fortes que caiu na quinta-feira à noite na província de Malange provocou a destruição de cerca de 400 casas e deixou mais de 1.500 pessoas ao relento, de acordo com o balanço provisório dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, divulgado ontem.

Chuvas intensas provocaram a destruição de centenas de casas e várias famílias estão ao relento na província de Malange
Fotografia: Genivaldo Fonseca| Malange

Na cidade de Malange, 255 casas ficaram destruídas pelas chuvas, enquanto em Kunda Dia Base tiveram o mesmo destino 98 moradias, em Catepa 40 e no Cambaxe (município de Caculama) dez. Em consequência da tempestade, estão por confirmar quatro mortes em Caculama e 17 pessoas ficaram feridas, duas das quais continuavam ontem a receber assistência médica no Hospital Geral de Malange.
Os serviços de Protecção Civil e Bombeiros anunciaram, ainda, a destruição parcial das instalações do comando provincial da Polícia Nacional, da unidade da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e do Estádio 1º de Maio. As autoridades também registaram um corte nas comunicações telefónicas com o município de Caculama, o que parece ter sido causado pela danificação da antena da operadora de telemóvel. Dada a gravidade da situação e para acudir aos sinistrados, o comando provincial de Protecção Civil e Bombeiros reuniu-se ontem com os órgãos competentes do Governo Provincial, no sentido de ser elaborado um plano de emergência. />A chuva e os ventos fortes em várias localidades de Malange teve origem na presença de “cumulonimbos”, uma nuvem de desenvolvimento vertical com configuração espessa, explicou o responsável local do Instituto de Meteorologia.
João Marcolino acrescentou que sempre que se verificam anomalias nos parâmetros meteorológicos a nível da atmosfera, há a possibilidade de surgirem fenómenos, como raios, relâmpagos, trovoadas ou ventos fortes, como foi o caso de quinta-feira à noite.
Os “cumulonimbos” são alimentados por movimentos convexos, que dão origem a ventos que podem chegar aos 90 quilómetros por hora. João Marcolino considerou o fenómeno relativamente raro em Malange e disse que a previsão sazonal, lançada há pouco tempo, apontava para a queda de chuvas acima do normal na província, ao contrário da região centro, que vai registar chuvas inferiores ao normal. De acordo com o meteorologista, a quantidade de chuva que está a cair em Malange há mais de uma semana não é habitual.

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