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Combate à lepra necessita instalações que sejam adequadas aos tratamentos

Venâncio Victor | Malange

O Programa de Combate à Lepra, na província de Malange, está a precisar de infra-estruturas adequadas para garantir a melhoria do seu funcionamento, disse ontem o supervisor local.

Filipe Miguel supervisor provincial
Fotografia: Venâncio Victor| Malange

O Programa de Combate à Lepra, na província de Malange, está a precisar de infra-estruturas adequadas para garantir a melhoria do seu funcionamento, disse ontem o supervisor local.
Filipe Miguel salientou que a falta de uma leprosaria obriga a que as pessoas com lepra, em particular os do interior da província, sejam acolhidas e assistidas nas instalações do dispensário anti-tuberculose. Esta situação preocupa o supervisor, uma vez que os doentes com lepra correm sérios riscos de contrair o bacilo da tuberculose.
No passado, a província de Malange tinha uma leprosaria, no município de Quirima, a cerca de 300 quilómetros da sede provincial, mas foi destruída durante o conflito armado, segundo o supervisor.
Filipe Miguel defendeu a necessidade de se construir um centro de tratamento para leprosos na cidade de Malange, para aproximar os doentes de outros municípios, como Massango e Marimba, que tinham grandes dificuldades para chegar à Quirima, em busca de assistência médica e medicamentosa.
Por essa razão, Filipe Miguel pediu à sociedade para evitar a discriminação de pessoas com lepra, salientando que a doença não se transmite facilmente e tem cura.
 Quanto aos medicamentos, assegurou que não existem muitas dificuldades, até porque o abastecimento tem sido regular e de acordo com as necessidades da província.
O programa, que atende, em média, quatro doentes por mês, dispõe de técnicos nos 14 municípios da província. Durante o primeiro semestre deste ano, foram diagnosticados 16 casos, registando-se um aumento de mais cinco, em relação ao mesmo período do ano anterior.

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