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Comboio começou viagem regular para Malange

Marcelo Manuel | Ndalatando

A primeira viagem comercial do comboio expresso que circula na linha férrea entre as províncias de Luanda e Malange passando pelo Kwanza-Norte, num percurso de cerca de 425 quilómetros, ficou quinta-feira marcada pelo transporte de 216 passageiros e 500 toneladas de carga, transportados por sete carruagens, das quais duas de carácter executivo e cinco económicas.

Comboio voltou a apitar oficialmente quinta-feira entre os municípios do Kwanza-Norte e Malange para agrado dos passageiros
Fotografia: Marcelo Manuel

A primeira viagem comercial do comboio expresso que circula na linha férrea entre as províncias de Luanda e Malange passando pelo Kwanza-Norte, num percurso de cerca de 425 quilómetros, ficou quinta-feira marcada pelo transporte de 216 passageiros e 500 toneladas de carga, transportados por sete carruagens, das quais duas de carácter executivo e cinco económicas.
De acordo com o maquinista António Acácio, a locomotiva, que partiu de Luanda às cinco horas da manhã, chegou à estação de Ndalatando às 11h03. O comboio vai circular no troço em referência duas vezes por semana, com custos avaliados em 1.500 kwanzas, para cada passageiro que sai de Luanda até Ndalatando e dois mil para os que pretenderem chegar até Malange.
António Acácio precisou que a viagem foi feita à velocidade de 80 quilómetros por hora, apontando constrangimentos relacionados com as fortes chuvas que se fizeram sentir na região do Zenza-do-Itombe, associada ao relevo acidentado da zona do quilómetro 235.
O maquinista estava visivelmente satisfeito por voltar a servir o povo angolano, visto que ao longo dos seus 35 anos de serviço sempre teve interesse em trabalhar como maquinista. No princípio foi difícil adaptar-se ao funcionamento das novas locomotivas, tendo em conta o volume de tecnologias que apresentam, mas depois de ter recebido formação específica, a máquina já não tem segredos para ele.
 
Passageiros contentes
 
Durante os quase 30 minutos que o comboio permaneceu na estação de Ndalatando, a nossa reportagem conversou com alguns passageiros que se mostraram satisfeitos pela forma como são acomodadas as pessoas, o conforto com ar condicionado, a velocidade regular, bem como a magnífica vista que foram vislumbrando ao longo do trajecto. O passageiro Adão João afirmou que para além destas viagens serem mais económicas, também são feitas com maior segurança e responsabilidade por parte da equipa que tripula a locomotiva, ao contrário dos táxis, na sua maioria motoristas jovens e demasiado vaidosos ao volante.
Marcelina José afirmou que a circulação do comboio é um bem fundamental para o transporte de pessoas e bens, pelo facto de ter capacidade de transportar e suportar muitos passageiros e cargas de uma só vez. Na sua opinião, vai ainda diversificar as opções dos viajantes da região, que até aqui circulavam apenas em Hiaces e autocarros. Por sua vez, Hélder João Francisco, funcionário dos caminhos-de-ferro de Ndalatando, ganhou o seu primeiro emprego na área de venda de bilhetes. Louvou o esforço do Governo pelo sucedido, tendo avançando que doravante vai poder concretizar os seus projectos individuais com o salário que ganha.
Aproveitando a presença do Jornal de Angola, deixou um apelo aos moradores dos bairros adjacentes à linha-férrea, no sentido de terem cada vez mais atenção com as crianças, afastando-as dos carris, para se evitarem possíveis acidentes.

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