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Comboio de Luanda de regresso a Malanje

Manuel Fontoura | Ndalatando

O comboio do Caminho de  Ferro de Luanda (CFL) volta a apitar daqui a sete dias, depois da paralisação ocorrida em Dezembro último,  em função do descarrilamento do vagão no quilómetro 197, na região de Ndala Win, no Cuanza Norte, que seguia de Luanda para Malanje, garantiu ontem o presidente do conselho de administração da empresa ferroviária.

Descarrilamento do vagão de carga provocou estrangulamento da linha numa distância de cinco quilómentros e duas brigadas operam no local
Fotografia: André Brandão

Celso Rosas, que se deslocou ao local para constatar o andamento dos trabalhos, admitiu que a empreitada está quase concluída e disse que se não fossem alguns constrangimentos naturais tudo estava solucionado no dia 4 de Janeiro.
O descarrilamento, disse Celso Rosas, provocou o estrangulamento da linha numa distância de cinco quilómetros, o que implicou que se criassem duas brigadas de trabalho que passaram a operar  24 sobre 24 horas, desde o dia 24 de Dezembro até ao momento.
Para além dos danos causados pelo descarrilamento do vagão de cargas, disse que as chuvas que se abatem naquela localidade, provocaram também nas imediações do quilómetro 194, a poucos quilómetros da comuna do Luinha, uma ravina com sete metros de profundidade, 12 metros de largura e 18 metros de comprimento, motivo que afectou  a circulação na via. O presidente do conselho de administração do CFL explicou que os danos registados    implicam obras de engenharia de média dimensão e salientou que os estragos  estão avaliados acima dos 50 milhões de kwanzas.  Com a paralisação da circulação do comboio desde o passado dia 23 de Dezembro, o Caminho-de-Ferro de Luanda  perdeu, nas duas semanas de interrupção cerca de 1.200.000,00 kwanzas.   “Tudo indica que daqui a uma semana podemos ver o trabalho concluído, porque estamos a juntar uma série de meios nesta operação.  Trata-se de uma área em que   a acessibilidade é muito difícil. Só se consegue através do comboio e, por conseguinte, temos algumas dificuldades”, concluiu o presidente do Conselho da Administração do CFL,Celso Rosas.

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