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Comuna do Dombo a Zango isolada por causa da ponte

Sérgio V. Dias | Luquembo

A conclusão da construção da ponte sobre o rio Sambo, em Luquembo, município a cerca de 217 quilómetros da sede provincial de Malange, está a condicionar o acesso a comuna de Dombo a Zanga. O facto foi anunciado sexta-feira pela administradora municipal, Rosa André Lourenço.
 

A conclusão da construção da ponte sobre o rio Sambo, em Luquembo, município a cerca de 217 quilómetros da sede provincial de Malange, está a condicionar o acesso a comuna de Dombo a Zanga. O facto foi anunciado sexta-feira pela administradora municipal, Rosa André Lourenço.
A responsável assegurou que a construção da ponte sobre o rio Sambo consta das prioridades do Plano de Intervenção Municipal (PIM), por esta ligar a sede do Luquembo à comuna de Dombo a Zanga, numa extensão de cerca de 30 quilómetros.
Rosa André Lourenço frisou que estão criadas as mínimas condições, quer materiais quer humanas, para a consecução da empreitada.
A responsável municipal destacou também os esforços do governo na construção da ponte, pelo facto de a consecução desta ajudar o desenvolvimento da região e, de igual forma, ao combate e a redução da pobreza.
“Tão logo sejam disponibilizadas as verbas, a partir do Governo central, nós vamos actuar sobre a ponte”, disse Rosa André Lourenço, acrescentando que “não se pode falar da reparação da ponte sem antes se fazer a acomodação das estradas”.
A administradora do Luquembo realçou que, numa primeira fase, vai se apostar na construção de uma ponte metálica, dada a urgência que se tem em relação a transitabilidade das populações da sede para a comuna de Dombo a Zanga.
A responsável adiantou que esforços serão envidados para que este objectivo seja concretizado antes do final deste ano.
A ponte sobre o rio Sambo, após a sua conclusão, vai ter uma dimensão de três metros de largura e 36 de comprimento.

Situação crítica

O administrador de Dombo a Zanga, João Viegas, considerou de “bastante crítica” a actual situação da comuna, devido à inacessibilidade ao local a partir da ponte sobre o rio Sambo.
A comuna enfrenta vários problemas estruturais, com realce para o sector da Saúde, que conta apenas com um enfermeiro. “Tudo isso deve-se à dificuldade de acesso à sede comunal. As pessoas têm de fazer a travessia de motorizada, pois de outro modo não conseguem”, disse.
João Viegas afirmou ainda que isso torna ainda mais complicada a vida das populações, pois enfrentam também dificuldades para escoar os seus produtos.
A população de Dombo a Zanga dedica-se, fundamentalmente, à pesca artesanal e à actividade agrícola, em que sobressai a cultura do arroz.

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