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Conflitos laborais debatidos em Malanje

Luísa Victoriano | Malanje

A falta do acordo entre o empregado e o empregador, de condições de trabalho, actualização salarial e regalias estão na base dos conflitos nos locais de trabalho, admitiu ontem, na cidade de Malanje, o director dos recursos humanos da Universidade Agostinho Neto (UAN).

Ao dissertar no seminário sobre o tema “Gerindo conflitos e evitando stress rumo ao sucesso laboral”, Mibali da Costa Francisco considerou o conflito colectivo de trabalho como o mais importante no âmbito dos conflitos laborais, que é causado por desentendimentos entre uma ou várias organizações sindicais representativas dos trabalhadores.
Mibali da Costa Francisco disse haver vários tipos de conflitos laborais na função pública, tendo, como exemplo, apontado o conflito de stress, de necessidade, entre outros, causados, na sua maioria, por discriminação, promoção pessoal, intolerância, disputa de poder, arrogância, manipulação de informação e tratamento desigual.
Mibali da Costa Francisco explicou que os pré-requisitos para mitigar conflitos passam necessariamente pela existência de uma liderança compartilhada, com base na confiança e confidência entre os membros do grupo. “As questões devem ser tratadas de forma que os objectivos sejam esclarecidos e a discussão se foquem em factos conhecidos, nas metas a serem conseguidas, nos métodos a serem utilizados.”
A palestra foi dirigida aos docentes do Instituto Superior Politécnico (ISPM) e efectivos da Polícia Nacional.

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