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Defendido diálogo entre parceiros para diminuir conflitos nos lares

Luísa Victoriano | Malange

A directora provincial de Malange da Família e Promoção da Mulher, Emília Ventura, defendeu na quinta-feira, no bairro Carreira do Tiro, uma maior abertura na discussão dos problemas que afectam as famílias angolanas para que se encontrem as melhores vias para a sua resolução.

População continua a ser sensibilizada para denunciar os casos de violência de género
Fotografia: Jornal de Angola

A directora provincial de Malange da Família e Promoção da Mulher, Emília Ventura, defendeu na quinta-feira, no bairro Carreira do Tiro, uma maior abertura na discussão dos problemas que afectam as famílias angolanas para que se encontrem as melhores vias para a sua resolução.
O diálogo entre os membros da família é uma das formas para evitar conflitos, disse a responsável, que falava durante o acto de abertura dos 16 dias de activismo contra a violência de género.
Emília Ventura salientou que a sua instituição está preocupada com o elevado índice de violência nas famílias da província, com graves consequências para os filhos e levando muitos deles à delinquência. Até agora, a província de Malange, segundo dados da direcção da Família e Promoção da Mulher, registou um total de 437 casos de violência doméstica, sendo o incumprimento de mesada, espancamento e privação de bens os mais frequentes. />Durante o período em referência, foram encaminhados para o tribunal provincial 60 casos diversos.
Nesta altura, a direcção provincial da Família conta com o apoio das Forças Armadas Angolanas, Polícia Nacional e igrejas sedeadas na província para desenvolverem trabalho de sensibilização junto das famílias, com vista à mudança de mentalidade e à redução de conflitos no seio das comunidades.
O programa dos 16 dias de activismo, que decorre sob o lema “Definindo as intersecções do militarismo e da violência contra as mulheres”, teve início anteontem e termina no próximo dia 10 de Dezembro.Para comemorar as jornadas, a direcção provincial da Família e Promoção da Mulher reservou várias actividades, com destaque para as palestras sobre “A não-violência de género”, “A violência doméstica”, “VIH/Sida e a sensibilização da população”.

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