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Desmobilizados solicitam meios de trabalho

Francisco Curihingana | Malange

O director provincial de Malange dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Sebastião Rodrigo, solicitou às autoridades a concederem maquinaria às associações agrícolas pertencentes aos antigos militares.

O encontro de confraternização foi promovido pelo empresário Monteiro Capunga
Fotografia: Genivaldo da Fonseca | Malange

Sebastião Rodrigo, que falava à margem de um encontro de confraternização entre 800 ex-militares das FAPLA, FALA e FNLA, acrescentou que os guerrilheiros de ontem têm hoje as atenções viradas para a transformação da terra.
O responsável referiu que os ex-militares têm estado a criar cooperativas e associações de camponeses para produzirem alimentos.
O director dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria disse que o que falta entre os antigos militares são os apoios em termos de máquinas, para se poder alargar a sua actividade.
O deputado Monteiro Capunga, que promoveu o almoço de confraternização na localidade Gaiatos, em Malange, para mais de 800 antigos combatentes, acrescentou que “foi graças à vossa existência que o país proclamou a independência”. “Reconhecemos o contributo dos ex-guerrilheiros na luta contra o colonialismo, que culminou com a proclamação da independência nacional a 11 de Novembro de 1975”, enfatizou o também empresário Monteiro Capunga.
Monteiro Capunga lembrou que depois de várias vicissitudes que levaram, durante algum tempo, à desunião dos angolanos, o momento é propício para falar uma única linguagem de unidade e reconciliação entre todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene.“É necessário que os antigos combatentes reforcem o princípio da unidade e construam para a paz, que todos nós precisamos”, disse o empresário Monteiro Capunga.
Monteiro Capunga pediu aos ex-guerrilheiros para terem esperança no futuro do país, uma vez que o Executivo trabalha no sentido de melhorar as condições de vida da população e em especial dos combatentes pela liberdade.
“Deve haver uma única linguagem, aquela que simboliza a paz, reconciliação e irmandade, no sentido de darmos continuidade à reconstrução do nosso país”, apelou.
O representante da FNLA no acto, Nsimba Matunvala, considerou que o gesto do empresário, que se repete pela segunda vez, é um acto que simboliza a verdadeira unidade dos angolanos, rumo à consolidação da paz e democracia no país.
O representante da UNITA, Domingos Cardoso, considerou que a iniciativa representa a valorização dos ex-militares que se bateram pela liberdade do país.
O director provincial da Associação dos Antigos Guerrilheiros de Angola, tenente-coronel na reserva, Miguel António, referiu que muitos dos seus companheiros vivem em condições difíceis nos vários pontos da província.
Para Miguel António, é necessário que se criem condições para os associados, a fim de serem inseridos na sociedade. Revelou que a sua direcção necessita de um meio rolante para permitir a realização de contactos regulares com os seus assistidos nos diferentes municípios da província.

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