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Doentes com lepra largam tratamento

Venâncio Victor| Malange

O supervisor em exercício do Programa de Luta contra a Lepra em Malange, Luís Quissunge, manifestou na quarta-feira a sua preocupação com o elevado número de doentes que abandona o tratamento da doença.
O responsável sanitário revelou que, durante o segundo semestre deste ano, foram registados 67 casos de abandono da medicação, menos 42 em relação a 2009.

O supervisor em exercício do Programa de Luta contra a Lepra em Malange, Luís Quissunge, manifestou na quarta-feira a sua preocupação com o elevado número de doentes que abandona o tratamento da doença.
O responsável sanitário revelou que, durante o segundo semestre deste ano, foram registados 67 casos de abandono da medicação, menos 42 em relação a 2009.
Luís Quissunge referiu que tem sido cada vez mais difícil a cura das pessoas com lepra e que o objectivo da instituição é alcançar a meta de 80 por cento em termos de cura, mas esta vontade esbate-se pelo facto de muitos doentes abandonarem a medicação. O sucesso da cura da lepra só é possível se os doentes seguirem rigorosamente o tratamento, que é demorado. Muitos doentes abandonam completamente o tratamento quando as melhoras são visíveis. Ao abadonarem a medicação, depois é mais difícil a cura.
O abandono do tratamento provoca uma forte resistência do bacilo aos medicamentos de primeira e segunda linha, explicou.
Durante o segundo trimestre deste ano, foram diagnosticados 317 casos e registou-se um aumento de mais dez casos, em relação a igual período anterior. Dos casos registados este ano destacam-se 216 casos de balascopia positiva e 53 pacientes com BK negativo, sendo a faixa etária mais afectada a dos 15 aos 20 anos.

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