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Ensino digital chega a Malanje

Venâncio Victor | Malanje

Depois das províncias do Moxico e Uíge, o programa de aulas digitais com novas tecnologias de informação, no âmbito do projecto “Profuturo”, concebido pelo Papa Francisco, chega a Malanje este ano lectivo.

Projecto visou dotar os participantes de conhecimentos sobre o uso de equipamentos audiodigitais e de metodologias didácticas
Fotografia: Eduardo Pedro | Lubango-Edições Novembro

Para a execução cabal do projecto, desenvolvido por uma empresa de telefonia espanhola, por tempo indeterminado, directores e professores de distintas escolas da Igreja Católica da província de Malanje terminaram ontem   uma formação sobre o ensino digital.
Na  formação participaram  gestores e agentes de ensino de escolas católicas das províncias do Uíge, Moxico, Lunda Norte e Lunda Sul.
A acção formativa, que durou cinco dias, com a participação de 60 pessoas, entre sacerdotes, directores, coordenadores escolares e professores de diferentes disciplinas curriculares, teve a presença do arcebispo de Malanje, D. Benedito Roberto, e  de quadros do Sector da Educação.
O projecto visou dotar os participantes de conhecimentos sobre o uso de equipamentos audiodigitais e sobre as metodologias didácticas, no âmbito das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) a desenvolverem a nível do sector da Educação. Durante o seminário, foram ministrados temas relacionados com os quatro pilares de uma aula digital, designadamente equipamento tecnológico, conteúdo digital, plataforma educativa (escola virtual), formação, acompanhamento e suporte dos professores na criação de aulas digitais. A coordenadora do Projecto, Valéria Gomes Cruz, explicou que, nas últimas duas semanas foram formados 183 professores de escolas missionárias católicas do Uíge e Saurimo, através  de equipas móveis e fixas de formadores.
Com a implementação do projecto em Angola, disse Valéria Gomes Cruz, os professores, directores e coordenadores escolares vão ter a possibilidade de transmitir novas formas de ensinar as crianças do país a melhores oportunidades de acesso à educação.
A coordenadora referiu que o projecto-piloto, lançado, a nível de África, em Angola, concretamente na província do Moxico, em 2015, está a decorrer a bom ritmo, o que tem contribuído para uma educação de qualidade, através de conteúdos universais, em particular no domínio da alfabetização.
“A nossa maior alegria é ver  as crianças da cidade do Luena, por exemplo,  não faltarem mais à escola por causa das aulas digitais”, disse a coordenadora do projecto, Valéria Cruz.

Espalhado pelo mundo

Além de Angola, países africanos como Tanzânia, Uganda, Quénia e Madagáscar também já têm professores formados pelo Projecto Profuturo. Estão a ser feitos estudos para a  implementação do programa em mais 21 estados de África e da Europa.
Na América, disse a responsável, as aulas digitais também se aprendem  em países como a Colômbia, Guatemala e Nicarágua.
A também formadora do Profuturo realçou que o Papa Francisco acredita que “só a educação transforma o mundo, uma vez que educar é um acto de amor”. Em função disso, o líder da Igreja Católica avançou com o programa, juntamente com o responsável da Fundação Telefonia Espanhola, César Alerta.
O Projecto Profuturo tem  como principal parceiro económico a Fundação Lacaixa, instituição bancária de Espanha.

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