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Escola Superior tem acordo com os Serviços Prisionais

Filipe Eduardo | Malanje

A Escola Superior Politécnica de Malanje, afecta à Universidade Lueji A’Nkonda, pretende estabelecer um convénio com os Serviços Prisionais de Malanje, para permitir que estudantes do curso de Psicologia Comunitária possam dar o seu contributo à família prisional, composta por muitos jovens em idade de ajustamento, visando a sua reintegração social.

A intenção foi manifestada pelo director geral daquela instituição de ensino superior, Francisco Jacucha, durante a visita que os estudantes de Psicologia Comunitária efectuaram à unidade prisional de Malanje, localizada no bairro Carreira de Tiro.
Além de permitir que os especialistas em Psicologia Comunitária comecem, desde cedo, a tomar contacto com a natureza do trabalho que depois de formados vão desenvolver, a intenção é, de acordo com Francisco Jacucha, solidarizar-se com os cidadãos que por qualquer motivo perderam temporariamente a liberdade.
“Pretendemos estabelecer um convénio com os Serviços Prisionais para permitir que os nossos especialistas possam dar o seu contributo na reinserção e ressocialização desta família”, disse Francisco Jacucha, que transmitiu uma mensagem de esperança aos reclusos. Francisco Jacucha deixou a promessa de os estudantes de Psicologia marcarem sempre presença nas unidades prisionais, uma forma de practicarem e prepararem os reclusos para o seu regresso à sociedade.
 “A nossa presença aqui é sinónimo de que a sociedade não vos abandonou. Esperamos que sejam irrepreensíveis quando lhes for restituída a liberdade”, exortou Esperança Cruz, promotora da visita.
Para a docente, a responsabilidade da reintegração social do recluso não é tarefa única dos Serviços Prisionais, mas de toda a sociedade.
O trabalho do psicólogo social nas unidades prisionais é criar uma consciência limpa ao recluso, para que depois de voltar à liberdade possa inserir-se  na sociedade de forma exemplar e como um cidadão totalmente arrependido e pronto para dar o seu contributo.
Além do apoio moral, os estudantes da Lueji A’Nkonda levaram apoio material, composto por bens alimentares e de higiene, material de limpeza, entre outros artigos de primeira necessidade.
A unidade prisional de Malanje, com capacidade para 300 reclusos, acolhe neste momento 689 presos.

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