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Estado actual das vias dificulta investimentos

Francisco Curihingana | Malange

A estrada que liga o município de Malange à comuna do Ngola Luiji encontra-se degradada e é um dos obstáculos à aplicação de muitos projectos socioeconómicos da localidade.

Viaturas todo o terreno também levam horas para transpor o troço rodoviário
Fotografia: Jornal de Angola

A estrada que liga o município de Malange à comuna do Ngola Luiji encontra-se degradada e é um dos obstáculos à aplicação de muitos projectos socioeconómicos da localidade.
A região situa-se 37 quilómetros a nordeste de Malange e a viagem, mesmo com uma viatura todo o terreno, que devia levar minutos, consumiu de duas a três horas, tudo devido à degradação da estrada.
A administradora comunal do Ngola Luiji, Emília Ventura, disse que, pelo actual estado que apresenta a estrada, “parece que são 400 quilómetros”.
“Agora que estamos no tempo seco, podemos considerar-nos aliviados, porque transitamos mais ou menos. O verdadeiro calvário é quando começam as chuvas”, assegurou a administradora.
A administradora comunal considerou que o estado actual das vias de circulação impede, sobremaneira, a ida para aquela localidade de empresários que queiram investir. Emília Ventura referiu que o seu pelouro vai direccionar acções no sentido de reabilitar a referida estrada.

Saúde e Educação

No domínio da saúde, os problemas são muitos. A responsável referiu que a comuna conta com um único posto médico, que se localiza a três quilómetros da sede, com apenas um enfermeiro, que atende aquelas populações.
Assegurou ser necessário elevar o número de enfermeiros para corresponder à demanda da comuna.
No capítulo da educação, as últimas chuvas que se abateram na região arrastaram consigo algumas casas e outras ficaram sem tecto.
“Há escolas aqui da comuna que não têm portas nem janelas. A situação é dolorosa”, considerou Emília Ventura.
A administradora do Ngola Luiji referiu que muitos professores não aceitam trabalhar naquela localidade porque, como justificou, “não encontram condições que os possam aliciar para permanecer no local”. Devido à escassez de professores, os existentes chegam a cobrir duas a três classes diferentes, “acto que não se recomenda pedagogicamente”, frisou. Em consequência disso, um universo de 1500 estudantes está fora do sistema de ensino.  A sua inserção pode ser garantida apenas no próximo ano lectivo, quando for melhorada a situação dos estabelecimentos de ensino e o aumento do número de professores. A administradora Emília Ventura lamentou o estado lastimável em que se encontram muitas infra-estruturas da comuna.  “Os comerciantes não aceitam desenvolver actividades naquela localidade.  Já se fez um apelo aos proprietários de estabelecimentos comerciais da comuna para trabalharem no sentido de repor a sua actividade na localidade”, garantiu.
 No seu entender, caso não haja reposição da actividade comercial da parte dos comerciantes, as autoridades vão entregar os respectivos empreendimentos a outros cidadãos.Na comuna do Ngola Luiji, a agricultura que se pratica é de subsistência.
Destacam-se na região as culturas de mandioca, batata-doce, inhame, banana, entre outras.

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