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Estrada precisa de reabilitação urgente

Francisco Curihingana | Malange

O troço rodoviário da Estrada Nacional 230, que liga a cidade de Malange ao município de Caculama, está a criar muitos problemas aos seus utentes.
O administrador municipal de Caculama, Serrote Gio, chamou-lhe mesmo “Troço da Morte”, uma vez que regista acidentes quase todos os dias.

A empresa que realizou os trabalhos de reabilitação da estrada utilizou em excesso um produto que torna o pavimento escorregadio
Fotografia: Jornal de Angola |

O troço rodoviário da Estrada Nacional 230, que liga a cidade de Malange ao município de Caculama, está a criar muitos problemas aos seus utentes.
O administrador municipal de Caculama, Serrote Gio, chamou-lhe mesmo “Troço da Morte”, uma vez que regista acidentes quase todos os dias.
Na origem dos acidentes está o facto de a empresa que realizou os trabalhos de reabilitação da estrada ter utilizado, em excesso, um produto com elevadas quantidades de óleo, o que faz com que, quando chove, o pavimento se torne escorregadio, contribuindo para o despiste das viaturas.
“Quando há chuva, já ficamos alerta, porque sabemos que pode acontecer o pior”, disse Serrote Gio, que pede a revisão das obras ou até mesmo o alargamento da estrada, uma vez que ela liga Caculama ao Leste do país.
“Além da manutenção, solicitamos também o seu alargamento, ela é uma estrada nacional que dá acesso ao leste do país, por isso mesmo solicitamos que seja feita alguma coisa”, realçou Serrote Gio.
O administrador sugeriu ainda outras alternativas, como a colocação de quebra molas nas áreas consideradas críticas, como forma de acautelar os sinistros registados, tal como o aumento da capacidade operativa dos efectivos da Polícia Nacional chamados a sensibilizar os utilizadores da referida via.
O regedor Buço, do município de Caculama, também confessou a sua preocupação com os constantes acidentes que ocorrem constantemente no troço rodoviário de 55 quilómetros, que liga a sede da província ao município de Caculama.
“Todos os dias capotam carros nesta estrada, estamos a perder vidas aqui nesta estrada, pedimos que o nosso Governo faça algo, porque de contrário isto vai tornar-se um “caos”, alertou.
Aquela entidade tradicional repudiou, ainda, o comportamento nada abonatório de muitos camionistas que, em seu entender, excedem a velocidade, mesmo sabendo que ao longo da estrada estão localizadas aldeias habitadas. “Nós não pregamos  no sono, porque não sabemos quando é que um camião perde a direcção e vem ao encontro das nossas casas, isso é perigoso, os camionistas devem ter mais cautela quando sabem que estão em presença de aldeias”, aconselhou.

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