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Estradas e comboio reduzem movimento aéreo

Sérgio V. Dias|

Depois da sua paralisação em Setembro de 2008, para obras que estiveram a cargo da Tecnovia, o aeroporto de Malanje reabriu as portas para os voos a 28 de Dezembro de 2010.

Aviões da companhia de bandeira nacional operam quatro vezes por semana em Malanje numa triangulação com Luanda e Saurimo
Fotografia: Dombele Bernardo

                            

Depois da sua paralisação em Setembro de 2008, para obras que estiveram a cargo da Tecnovia, o aeroporto de Malanje reabriu as portas para os voos a 28 de Dezembro de 2010.
Depois da reinauguração, apenas a companhia de Transportes Aérea Angolana, TAAG, opera na província, facto que faz reduzir o tráfego na região.
Na sequência da retoma dos voos em Malanje, a companhia aérea de bandeira no país passou a operar com os Boeings 737-200 e 737-700, o que aumentou o leque de opções  para a população da região e não só, em termos de transportação.
De acordo com o director provincial da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA), Manuel Sodré de Freitas Nóbrega, o regresso da TAAG a Malanje vem aumentar o leque de opções dos que viajam para a província ou que dela saem para outros pontos do país e para o estrangeiro.
“Hoje as pessoas dispõem também de outras opções, nomeadamente a rodoviária  e a ferroviária, mas ainda assim, almejamos, também,  nesse sentido, a vinda a Malanje de voos comercias não regulares de outras operadoras”, disse.
De 2008 a 2012, de acordo com o interlocutor do Jornal de Angola, houve um decréscimo acentuado em termos de movimento aéreo.
Mesmo já com o advento da paz, em 2008 as estradas ainda não estavam boas como actualmente e nem sequer o comboio operava em Malanje. “Nessa altura a procura pelos serviços aéreos era maior. Basta referir que em 2008  registamos um movimento de tráfego aéreo de 2.542 aviões, um total de 15.974 passageiros e um volume de carga de 12.490.040 quilogramas”, recordou.
Para a província operavam, para além da TAAG, agências como a “Air 26” , “Air Jet” e Air Gemini, que utilizavam na sua frota aviões como o Embraer, Yak 40 e Boeing 727  e DC 9. Já em 2011 houve um movimento de tráfego de 1.721 aviões, um total de 11.900 passageiros e de carga cotada em 9.216.057 quilogramas.
Como se pode ver, nestes itens verificou-se um défice, o que quer dizer que a partir da data de reinauguração do aeroporto, a 28 de Dezembro de 2010, registou-se uma diminuição de tráfego, de passageiros e carga.
“Isto deveu-se à situação verificada anteriormente, consubstanciada na melhoria das estradas e na entrada em funcionamento dos caminhos-de-ferro”, disse justificando Manuel Sodré Nóbrega.
Em termos de condições de  navegação, o Jornal de Angola apurou que após a reinauguração do aeroporto a ENANA dispõe de melhores condições de trabalho. Tanto para os serviços, como nos equipamentos para comunicações na torre, com RX, pórticos e os serviços de operações aeroportuárias para acomodação das operadoras e passageiros. “A exemplo disso, temos a escala da TAAG que se mudou da cidade para o aeroporto, serviços bancários e agências bancárias. Temos em termos dessas dependências o Banco de Comércio e Indústria (BCI), Banco Africano de Investimentos (BAI) e brevemente teremos o Banco Sol”, lembrou o director da ENANA em Malanje.
O aeroporto de Malanje dispõe ainda de outros serviços. Entre estes constam os Serviços de Migração Estrangeira (SME), da Direcção Provincial de Investigação Criminal, Polícia Fiscal, de Bombeiros, da Sonangol, lojas, de contentorização e de descontentorização de bagagem. A estes juntam-se os de restaurante para passageiros no acto de embarque e de desembarque, bem como de protocolo e de uma sala executiva.

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