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Estudantes necessitam de um instituto médio

Francisco Curihingana | Malange

A criação no município do Cahombo, província de Malange, de uma escola do ensino médio destinada aos estudantes que queiram dar sequência à sua formação académica é uma prioridade para os jovens.

Várias infra-estruturas de impacto social estão a ser reabilitadas e construídas para melhorar o nível de vida da população local
Fotografia: Eduardo Cunha|Malange

A criação no município do Cahombo, província de Malange, de uma escola do ensino médio destinada aos estudantes que queiram dar sequência à sua formação académica é uma prioridade para os jovens.
“É necessário que se criem instalações para se leccionar o ensino médio, visto haver muitos alunos que quando terminam os estudos nesse nível ficam parados”, revelou o chefe municipal da Educação, Domingos Maundo.
A jurisdição necessita ainda de cem professores, com vista a colmatar as necessidades das populações locais. Actualmente, a jurisdição dispõe de 156 docentes.
Neste ano lectivo estão matriculados 4.112 alunos e há 1.212 que se encontram fora do sistema de ensino.  Cahombo tem uma rede escolar composta por 15 salas de construção precária e 45 escolas.

Falta um médico

Um centro materno infantil, com capacidade para 17 camas, está a ser construído na sede do município.
O chefe de Repartição municipal da Saúde, Pinto Kimua, garantiu que não há falta de medicamentos, uma vez que o município possui uma verba avaliada em pouco menos de dois milhões de kwanzas, à luz do programa dos serviços  municipalizados da saúde.  Duas ambulâncias garantem o transporte de doentes com gravidade, tanto para o hospital local como para o hospital provincial de Malange.
Tendo em conta o crescimento populacional, Pinto Kimua considera necessário o envio de um médico para o município, além de parteiras. A região debate-se, ainda, com falta de técnicos de vacinação. />“Temos apenas um posto aqui na sede do município e possuímos arcas para conservar as vacinas, mas faltam os técnicos”, reforçou.

Região  agrícola

O município de Cahombo ganhou notoriedade em tempos idos devido à produção de algodão. Neste momento, há perspectivas de as autoridades retomarem a referida cultura, conforme garantiu o responsável local da Agricultura, Francisco Kibonde.
As poucas chuvas que caíram na região afectaram a campanha agrícola passada. Mas, ainda assim, a autoridade local garante haver bons resultados, particularmente no que toca à mandioca. “Houve problemas na cultura da ginguba, mas isso não significa que o município vá passar fome, porque apesar da baixa registada há esperanças de bons resultados”, assegurou.
Actualmente, estão devidamente enquadradas 63 associações e 12 cooperativas, que envolvem um total de 5.357 famílias. Durante a segunda época da presente campanha agrícola, foram cultivados 56 hectares de ginguba, 35 de feijão, 578 de mandioca e seis de batata-doce.  No que toca ao Crédito Agrícola de Campanha, Francisco Kibonde garantiu que 56 processos de camponeses se encontram nesse momento no Banco Sol, para o devido tratamento. 
O município tem 1.500 assistidos, entre deficientes e pessoas idosas. De acordo com o responsável local da Assistência e Reinserção Social, Armando Cassungo, recentemente foi distribuído um kit de barbearia a cada uma das três comunas – Micanda, Bange-Angola e Cambo Camana – enquanto outros dois ficaram na sede municipal, no âmbito do programa de fomento ao auto emprego.

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